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ANASTÁCIA

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Pedras num santo

Porque se usam as pedras num santo africano?

Os Africanos acreditavam que o Santo quando caminhava na Terra, ia ao céu e depois regressava em forma de chuva. Essa água caia nos rios e estes se convertiam em pedras que tomavam as cores segundo os Orichás.

Algumas brancas, outras negras, outras amarelas e rosas e assim sucessivamente. Eles sempre veneram os rios porque ali estavam a representação dos Orichás Africanos. Se o leitor conhece um pouco da geografia do continente africano, dará conta que onde está a Nigéria há 16 rios, e o principal leva o nome de Changó e os outros 15 desaguam neste. Tais pedras recolhiam-se e uma por uma ia-se perguntando com um coco se tinham algum espírito de algum Santo em particular. Se com o coco decidiam que sim, então preparavam e lavavam-nas com omiero de Osaín.

 

Omiero significa o banho que se dá às pedras com 21 ervas e outros ingredientes como o peixe fumado, a jutia, uma quantidade de pimentas da Guiné equivalentes ao número do Santo, água benta, óleo de palma, mel de abelha, manteiga de cacau, o ashé de cabeça e cascarilha. Estes banhos preparam-se com o Oriate e com a ajuda de outros Santeiros, é que um só não pode fazer; sempre deverá estar acompanhado pelo Oriate nesta cerimónia. Para preparar os banhos das pedras, coloca-se na esteira 21 ervas (não podem ser menos que 21) e retira-se muito bem o sumo, este é o que dá vida aos espíritos. Por isso, Osaín é o Deus mais importante; é ele a vida da Terra e é o Deus curandeiro. 

 

Osaín tem o conhecimento de todos os Ewes (ervas) os que curam e matam, tem uma faculdade muito rara pois com ele salva as pessoas da mesma morte ou as cura de uma enfermidade má. Depois, faz-se o sacrifício dos animais. O sangue dos animais fortalece e dá força a esse espírito para que se desenvolva e cresça, e que para o Santo possa falar aos seus filhos. Se não há sacrifício, o búzio não fala (do mesmo modo que uma criança que não é amamentada pela sua mãe, não cresce e nem se fortalece). O mesmo acontece com o Santo, tem de haver sacrifício. Desde o começo do mundo existiu o sacrifício para alcançar um milagre.

 

Em todas as crenças, sacrifica-se algo a Deus ou aos Deuses. O mesmo se passa no continente africano, quem sabe aqui seja mais primitivo, mas com isso salvou-se muitas pessoas. Primitivo, mas espiritual. Recorda-se que aquele que não está cheio de espiritualidade, estará vazio e carecerá de todo o bom que tem o ser humano.

 

Okanbi

Com a bênção di meu Pai Aggayú e Yemanjá

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