Oricha Yemá

Oricha Yewá

Jewá

A Jewá conhece-se como a donzela, pois está oricha simboliza tudo o que é virgem na vida, e quando falo de virgindade não me refiro somente a uma mulher, mas também ao homem e tudo o que seja puro. Olofi tinha várias filhas, que eram o seu orgulho, entre elas havia uma criança que era os seus olhos e vivia orgulhoso desta bela donzela.

Quando Olofi conversava com Yembo, um dos caminhos de Oddua, mãe de Yewá, a única coisa que saia da sua boca eram elogios para a sua bela donzela, e tudo o que ela significava na terra dos humanos. Certo dia, Echú escutou a conversa e pensou que a ele caberia a honra de conquistar a bela Donzela a Olofi. Foi diretamente a Changó e perguntou como era possível que ele, o varão mais cobiçado no reino de Olofi, ainda não tenha olhado para a bela Jewá. Changó disse que não conhecia ninguém com essa beleza e doçura, e que não a conhecia. Eschú então respondeu que ela vivia nos jardins do palácio de Olofi, e que ela estava bem escondida e guardada, e tinha a sua castidade e pureza da sua filha e que ela não conseguia confiar em ninguém, muito menos num homem.

Após escutar isso, Changó em seguida subiu o machismo, a sua cabeça e disse a Echú que faria Yewá olhar para ele, e saiu à procura dela. Quando chegou aos jardins do palácio, rapidamente descobriu Yewá e falou com ela, e Jewá não pode resistir a tentação de olhar, e ao fazer ficou presa ao amor à primeira vista. Entretanto, como não respondeu já havia pecado porque se olhou para ele, e havia gostado do que vira.

Changó saiu como um pavão real, e quando Echú o viu assim, foi de imediato contar a Olofi do quer havia acontecido. Triste pelo acontecimento, Olofi foi ao jardim onde vivia a sua bela donzela, e ao notar a sua presença não levantou a cabeça e disse “Pai hoje eu pequei e quero que me mande para um lugar de onde ninguém me veja nunca mais”. E assim foi, Olofi a enviou a Ilé Ocu, ou seja, o cemitério onde Yewá iria reinar, onde recebe os mortos e Oyá os leva a sua casa.

Desde esse momento Olofi deu conta que nada é perfeito na vida, e que um ser humano por muito que se trate, sempre irá pecar e faltar as suas leis, e esta história é falada no oddu 10-4. Yewá vai a cabeça de um crente, e é igual como Ochún e Yemanjá, mas este oricha é preciso saber fazer corretamente e seguir todos os requisitos, pois se errar pode causar a morte de quem o faz e também ao iniciado.

 

Dia da semana: quinta-feira.

Cores dos colares: castanho.

Saudação: Ia Mia Yewá na tradução “ a minha mão Yewá”.

Comidas e frutas: uvas pretas, beringelas, uvas vermelhas, pão e rebuçados.

 

Morada

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