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Ellekes

Imposição dos Colares (Ellekes)

Depois de ter cumprido com o morto, a pessoa que procura participar nesta religião, necessita saber qual é o Santo ou Oricha que vai proteger quando chegar o momento de receber o Santo.

Significa o passo mais importante da religião, e é o que marca o Santeiro. Este passo não é parte da iniciação, mas todos podem participar nesta etapa sem que o Oricha peça o Santo. Este conceito é importante porque é errado pensar que qualquer um faz Santo quando quiser e, por qualquer razão. Nesta religião, o Santo fala através de oráculos interpretados pelos Santeiros capacitados para o ler. Também em ocasiões bastantes raras, falam diretamente utilizando um Santeiro com a capacidade de incorporação ou transe. O Oricha pode em qualquer ocasião, pedir ao seu filho a cerimónia de receber Santo.


Sendo assim, até que chegue o momento de fazer Santo, o único que corresponde ao Santo é os colares. Os colares são de várias cores correspondentes ao que simboliza cada Oricha. É normal os colares serem energizados e vitalizados com ervas, tempos depois da primeira cerimónia. Por norma é visto como o segundo passo do Santeiro. A imposição dos colares é complicada que raramente se prepara só com o propósito de receber colares. Esta cerimónia se prepara quando coincide com uma cerimónia de Santo, por exemplo. O Padrinho coordena a cerimónia dos colares com a cerimónia de alguém que esta a preparar para receber o Santo. Desta forma, as elaboradas preparações para colocar os colares, são aproveitadas nas cerimónias de Santo. Esta cerimónia começa depois que o Padrinho através dos búzios, que servem de oráculo nesta religião, determina qual é o Oricha, o protetor do iniciado. (Este Oricha em terminologia corresponde o Anjo da Guarda de cada um).

A cerimónia se desenrola num quarto fechado onde se encontram vários Santeiros e determinados atributos da cerimónia. Cada passo é premeditado e cada artigo do quarto tem a sua razão de ser. Até o vestuário de cada pessoa é cuidado de acordo com as muitas regras desta religião. Na cerimónia, além de preparar os colares, se escolhem as ervas e os sacrifícios de animais (quando necessário) e também se despoja do iniciado de todas as influências negativas. Este retirar se caracteriza com o ato de cortar a roupa antiga, que tem consigo no momento, pois, ao receber os colares têm de estar com o corpo limpo.

Uma vez que esta parte da cerimónia está terminada, o iniciado veste-se com roupa branca e, descansa sobre a esteira, e pede aos Orichas, sorte, sucesso e prosperidade. Mais tarde entram o Padrinho com os colares, que depois de uma curta oração a cada Santo, coloca os colares no iniciado. Os colares compõem-se de missangas de cristal com várias cores, segundo o Santo.

 

PASSO A PASSO

A Madrinha roga a cabeça do iniciado, pedindo a Obatalá pela saúde da pessoa que recebe os colares. Os Santeiros preparam Ozaín que é um preparado sagrado que, além de ser consumido pelo iniciado, se usa para tomar o banho antes de receber os colares. Depois da rogação da cabeça e o banho de Ozaín, o iniciado descansa sobre a esteira.


APRESENTAÇÃO DOS COLARES

A Madrinha ou Iyalocha apresenta os colares ao iniciado, que os recolhe da esteira onde está de joelhos. Uma vez imposto os colares, a madrinha felicita e aconselha o iniciado. Quando o iniciado termina a cerimónia de receber os colares, usa a saudação do Santeiro pela primeira vez. Os colares de Santo não são uma simples entrega de proteções como muitos consideram, são mais que isso. São considerados como o meio assentamento de Santo, ou seja, é como uma iniciação para quem os queira.

Quem os recebe vai ter uma melhoria na saúde e estabilidade ao longo da vida. Também se entregam para “aguentar” um pouco a letra de coroar santo. Esta cerimónia leva a um procedimento cuidado, que apesar de simples, não deve ser descuidado. Os colares de Santo devem ser lavados e alimentados com animais de penas. Alguns Santeiros entregam colares unicamente lavando-os em humiero (ervas) e não os reforçam com o sacrifício. No momento do sacrifício, o sangue fortifica a ação de batizar os Ellekes através das águas com ervas sagradas.


Okanbi
Com a bênção do meu Pai Aggayú e Yemanjá.
Para qualquer outra questão sobre este texto, pode-nos escrever para o nosso correio eletrónico e darei mais explicações ou retirarei dúvidas.

 

 

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