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Massagistas cegos

  • Categoria: Textos
  • Publicado em quinta, 03 julho 2008 09:58
  • Escrito por Jornal Online Parami
  • Visualizações: 7758

Massagistas cegos

RIO DE JANEIRO - O toque que proporciona alívio e relaxamento em sessões de massagem é também a principal arma do deficiente visual.

Massoterapeutas cegos desenvolvem técnicas inovadores de estudo e procuram o reconhecimento e a valorização no mercado de trabalho. 

- Temos o tato apurado, o que faz a terapia ficar mais completa – afirma Omar Pinho Filho, presidente da Associação Brasileira de Massoterapia dos Deficientes Visuais (Amasso). Com 55 anos, o ex-publicitário e portador, há 13 anos, de retinoide pigmentar, doença que leva à cegueira total, está se formando em Fisioterapia. 

- Existem diversas técnicas e cada profissional adapta-se da melhor forma possível. Atendo uma senhora que está 30 quilos acima do seu peso, é diabética e apresenta retenção de líquido.

- Procurei buscar o equilíbrio da bexiga e do rim usando técnicas de shiatsu mesclada com a drenagem linfática - explica o massoterapeuta, que comandou uma equipa responsável pelo atendimento aos atletas do Pan e do Parapan. 

- A experiência na Vila Olímpica nos deixou muito satisfeitos. Atendemos atletas de todos os países e no Parapan tivemos que aperfeiçoar algumas técnicas para lidar com portadores de outras deficiências – afirma Omar, contando que a equipa da Amasso foi contratada pelo Comité Olímpico Brasileiro para realizar o trabalho. 

A Amasso, primeira entidade no país comandada por massoterapeutas cegos, foi criada em 2004 e conta com profissionais formados pelo Instituto Benjamin Constat (IBC). Apesar de qualificação, ainda existe preconceito. A fisioterapeuta Leonídia dos Santos Borges, cega desde a adolescência, coordena os cursos profissionalizantes do IBC. Segundo Leonídia, apesar da dedicação, os deficientes ainda encontram dificuldades para trabalhar. 

- Como o mercado é fechado para eles, os alunos dedicam-se de corpo e alma e viram destaque, trabalhando em clínicas, hospitais e clubes – afirma a professora, que desenvolveu um método inovador para ensinar a técnica do shiatsu. 

- Os cegos têm dificuldades para localizar as linhas e meridianos trabalhados com o shiatsu. Para facilitar, fiz uma adaptação, passando traçando os meridianos com uma corda e posicionando alfinetes que marcam os pontos em um boneco de borracha. Com isso, eles sabem onde começam os meridianos e, principalmente, o trajeto que deverá ser percorrido pelas mãos – explica a professora. Leonídia, que também é professora de português aposentada do Estado do Rio, afirma que mesmo com a qualidade técnica dos profissionais cegos, o preconceito ainda é um obstáculo muito difícil de ser superado. 

- A prefeitura de Rio das Ostras, por exemplo, abriu 15 vagas em um concurso para fisioterapeutas, mas nem uma é dedicada aos deficientes. E, o que é pior: somos proibidos de fazer a prova, mesmo disputando de igual para igual com os outros candidatos – denúncia Leonídia. 

 

Os massagistas formados no IBC oferecem técnicas de massoterapia, drenagem linfática, alongamento e terapias alternativas, como a massagem Ayurvédica, reflexologia, reiki e shiatsu, que utiliza o princípio da acupuntura para tratar desde problemas na coluna até doenças crónicas.

 

Fonte: Jornal On Line Parami (Rio de Janeiro - Brasil)

 

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