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Olhar para si

  • Categoria: Textos
  • Publicado em segunda, 19 agosto 2013 10:28
  • Escrito por Manuela Margaride
  • Visualizações: 7135

Olhar para si próprio

"Olhar para si próprio, além de ser através de um espelho, não é comum mas possível, quando feito com uma total imparcialidade.

Tal “olhar para si” carrega revelações muitas vezes assustadoras". Cada um a seu modo esforça-se para provar a si mesmo e aos outros que é bom. Se alguém faz tal esforço é porque tem um valor para o que é considerado por ele bom comportamento. Na maneira de se comportar, em resposta aos diferentes acontecimentos e situações na vida, ele faz esforço para comportar-se como uma boa pessoa, pois sabe que a bondade recompensa. 

Mas é ele realmente bom? Para sua satisfação ele pode ter passado por um bom homem. Todo criminoso, até que seja descoberto, faz a mesma coisa e, mesmo depois da prisão, tenta provar a existência de circunstâncias que o compeliram ao crime. E ainda continua a esforçar-se para ser um bom homem. Mas, então, ele é bom?

Se um homem é bom, não deve haver esforço de sua parte para ser bom. Uma vida boa é espontânea para ele. É neste ponto que ele deve parar para olhar para si mesmo. Bom, genial, homem respeitável, qualquer que seja seu carácter interior, ele precisa submetê-lo à consideração do mundo. Se ele atribui tão grande importância a uma vida boa e honesta, não é importante que tenha um olhar para dentro e descubra, para si mesmo, o que ele realmente é?

A questão “sou tão bom quanto gostaria de parecer”, coloca-o num estado de espírito diferente. Ele agora começa uma vida verdadeira. Ele despertou! Desperto ele está para a sua vida, até aqui superficial, mecânica e muitas vezes hipócrita.

Um detalhado olhar para dentro, sem arrependimento ou auto piedade, lhe oferece uma plataforma dentro de si mesmo, através da qual ele olha para o que ele mesmo tem sido. Com isto a velha plataforma de operação é abandonada e também tudo o que foi necessário para criar a vida superficial e falsa.

Ninguém é sincero com os outros se não for consigo mesmo. Porque tentar ser sincero, sem primeiro sê-lo interiormente? Olhe para si mesmo, por favor, é aí que começa a sinceridade, pois até para olhar para si mesmo precisa-se ser verdadeiro. Nós já temos valor por uma vida sincera.

O problema de alguém ter de nos convencer do valor por uma vida sincera não existe. Sabemos seu valor, por isso exibimos uma fachada para passarmos por bons. Portanto, a única coisa que resta a ser feitos para ser bom é ter um profundo olhar para si mesmo.

Podemos descobrir que não temos sido sinceros. O que importa? O reconhecimento de termos sido falsos é necessário para sermos verdadeiros. No reconhecimento de termos sido falsos está o começo da vida sincera.

Portanto, não há razão para lamentação nem para condenar a si próprio. O reconhecimento de que somos falsos é para sermos sinceros com nós mesmos. Neste instante nos tornamos sinceros. Isto não requer nenhum conhecimento de nossa parte nem requer algum apoio externo. Somente um deliberado “olhar para si mesmo” o mudará, o transformará. Isto é possível, não é mesmo?

Estamos nós propensos para tal empreendimento? 

 

Retirado de uma entrevista de “Swami Dayananda”


Comentários   
#1 Teresa Matias 24-11-2013 20:33
Muitas vezes esquecemos esta parte, que é olhar para dentro de nós. Artigos muito interessantes de ler. Recomendo.
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