O texto apresenta o Olorichá (sacerdote da Santeria) Okanbi, descrevendo a Sua jornada espiritual em Portugal e a Sua iniciação em Cuba/Venezuela. Em seguida, o autor explora as raízes históricas do nome Okanbi na linhagem real Iorubá.
O autor, cujo nome de santo é Okanbi, descreve-se como alguém com uma admiração precoce pelo mundo espiritual e com uma progressão clara através de várias disciplinas esotéricas e energéticas:
A segunda parte do texto aborda a figura histórica e mitológica de Okanbi na tradição Iorubá, ligando-o à fundação do Reino de Oyó e à linhagem dos Alafin (reis).
Antepassado: A história começa com Oduduwà (fundador de Ilê-Ifé), filho de Olodumaré. Oduduwà é por vezes associado a Nimrod (da Bíblia) ou Lamurudu (tradição islâmica).

Título de Alafin: É o título de nobreza conferido àquele que governa o Palácio de Oyó.
Okanbi, o 1º Alafin: Embora Oyó tenha sido fundada pelo Seu filho Oranian, o título de Alafin foi criado por Oranian em homenagem ao Seu pai, Okanbi, tornando-o o 1º Alafin de Oyó.
O período de Okanbi marca o início da epopeia dos heróis Iorubanos. O Seu filho Oranian é a figura mais famosa, que continuou a missão do avô Oduduwà e transformou a recém-fundada Oyó (após Ilê-Ifé) num grande império, mais tarde consolidado por Changó.
Alafin Nome Período Estimado (a.C.)
1º OKANBI 1700 a 1600 a.c.
2º ORANIAN 1600 a 1500 a.c.
3º AJAKÁ 1500 a 1450 a.c.
4º SHANGÓ 1450 a 1403 a.c.
5º JAKÁ 1403 a 1370 a.c.
O texto conclui, notando que, embora Ifé fosse o centro religioso inicial, o poder político e a unificação das cidades-Estado Iorubás cresceram e consolidaram-se em Oyó a partir do século XVI.