Okanbi, Olorichá (sacerdote da Regra de Osha), levanto sérias preocupações sobre a desinformação e as práticas antiéticas em algumas casas de culto Iorubá (Santeria/Candomblé/Umbanda em Portugal), focando na obrigação do Padrinho e nos direitos do Afilhado.
Lamento a constatação de que muitos iniciados desconhecem fundamentos básicos da Sua fé, como os oddus (caminhos) ou o paradeiro dos Seus Orichás.
Um dos pontos centrais da crítica é a retenção dos objetos sagrados (os santos/taças) pelos Padrinhos:
Propriedade Inalienável: Uma vez que os Orichás são iniciados e consagrados na pessoa do Afilhado, os Seus objetos sagrados (taças dos santos) são propriedade do afilhado e nunca do Pai de Santo ou do terreiro.
Manipulação e Medo: A retenção dos santos é frequentemente justificada através de:
Jogadas de Búzios Forjadas: Alegações de que "o santo não quer sair" ou que o afilhado está "em dívida".
Alegação de Imaturidade: Questionar a maturidade do afilhado após a iniciação levanta uma contradição ética: "Se o santo foi coroado, agora é-lhe dito que é imaturo? Então, por que foi coroado o santo nessa pessoa?

A pior forma de abuso é a utilização da espiritualidade para fins de controlo e coerção:
Conclui-o com um apelo para que mais pessoas se informem e denunciem estas práticas, promovendo o ambiente de humildade, conforto e amor deixado pelas divindades.