O artigo aborda o papel crucial das mulheres (Apetebis, Ihanifahs) na tradição Iorubá, reconhecendo a sua importância, mas criticando o modo como a sua função é limitada pela interpretação "machista" dos fundamentos religiosos.
Definição: Uma mulher torna-se Apetebi de Orúnmìlà quando recebe o seu Ekofá.
Origem Mítica: Esta cerimónia tem a duração de três dias e nasceu no odun Odí Méjì, onde a primeira mulher a ser consagrada em Ekofá foi a Orichá Oxum (Osun).
Destino e Casamento: Em Ifá, o odù (signo) pode revelar que uma mulher deve ser Apetebi e, se for o caso, deve casar com um Babalawo (sacerdote de Ifá). Isto é alegadamente feito para garantir-lhe "uma vida confortável, sem problemas e longa, assim como muitos filhos".
Embora as mulheres desempenhem um papel significativo, as suas funções são bem definidas, com distinções entre os cultos de Ifá e Ocha (Santeria):
Interpretação de Ifá: Desempenha um papel passivo.
Consulta: Não estão proibidas de consultar o oráculo através de um Babaláwo.
Organização: Desempenha um papel ativo na organização de muitos rituais.

Interpretação de Ocha: Podem atuar livremente e sem restrições.
As mulheres, especialmente as esposas de Awoses (Babalawo) ou as Apetebis, têm múltiplas responsabilidades vitais:
Okanbi condena as restrições impostas às mulheres, classificando-as como um produto da "cultura machista do homem" e da deturpação dos fundamentos originais.