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Perguntas mais frequentes sobre a Santeria

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Escrito por Okanbi / Omo Aggayú

Orichas - Ikú lobi ocha

Perguntas mais frequentes sobre a Santeria

Aqui podes encontrar um sistema de exemplos de perguntas mais frequentes colocadas sobre a Santeria. Caso não encontre alguma pergunta que gostaria de saber faça o favor de nos contactar para o nosso correio eletrónico e colocar a sua questão. O mais breve possível será contactado.

 

A todos que o façam desde já o nosso muito Obrigada

Do Grupo Anastácia

  

O QUE É A SANTERIA?


Santeria (literalmente, caminhos dos santos - os termos preferidos entre praticantes incluem Lukumi e Regla de Ocha) é um conjunto de sistemas religiosos relacionados que funde crenças católicas com a religião tradicional Iorubá, praticada por escravos e seus descendentes em Cuba, no Brasil (onde o candomblé apresenta semelhanças com a santeria), em Porto Rico, na República Dominicana, Venezuela, no Panamá e em centros de população latino-americana nos Estados Unidos como Florida, Nova Iorque, e Califórnia. “Santeria” significa os “caminhos dos santos”, originalmente um termo pejorativo aplicado pelos espanhóis para ridicularizar a devoção excessiva dos seguidores aos santos e à negligência de Deus. Têm uma teologia completa, uma completa tecnologia metafísica, e uma tradição ancestral de elaborados e coloridos rituais. Ademais de isto, é uma religião de mistérios iniciados a semelhança dos célebres mistérios de Eleusis que se celebravam na Grécia da antiguidade, mas que a diferencia de aqueles segredos que se perderam por ser tão bem guardados, sobreviveram por milénios relativamente com poucas mudanças. A maneira de aclarar, apesar do nome popular como é conhecida, a Santeria não consiste num culto a santos católicos. Estas eram só mascaras que assumiram os Orishas para poder sobreviver durante a escravatura no corações dos seus devotos. Os Orishas são as divindades dos Yorubas, e a palavra “santo” é só utilizada devido a conveniência e a familiaridade. Os Santeiros conhecem Deus como Olorún (Dono dos Céus) ou como Olodumaré. Existe um número indefinido de Orishas, ou de divindades, que ajudam Olorún a distribuir o aché a toda a criação, e são vistos como aspetos de Olorún. Aché se traduz como vitalidade, poder, graça, ou bênção. 

QUEM É OLODDUMARÉ?


Para os ancestrais Yorubas e, para nós seus descendentes, a existência de Oloddumare (Ser Supremo) é tão real, como a própria de nós como povo. É muito raro encontrar entre nós os descendentes dos Yorubas alguém que não acredita em Oloddumare. Em outras palavras, eu que estou tratando de decidir, que para os afro-cubanos a crença de um Ser Supremo é Lei. De isto não temos a menor dúvida, sendo o Criador de todo o nosso universo e dos seres que vivem em este universo. Criador dos Céus e terra, homens e mulheres, que também criaram todas as Divindades, espirituais, dos quais são os funcionários, intermediários entre o homem e Oloddumare é a “Divindade” suprema de nós, ele é a origem de todas as coisas do céu e da terra, é o criador que existe desde os princípios dos tempos, o autor do tempo, do dia e da noite.  Olodumaré é um Deus imparcial que controla o destino de todos os homens. Ė comum que os Orichas castiguem os homens quando estes rompem as leis, quando rompem os rituais; sem embaraço com Olodumaré julga os homens de acordo com os sentimentos íntimos de estes, com a sua personalidade e com o seu carácter, pois ele tudo sabe e tudo vê de uma pessoa, inclusivamente os seus pensamentos íntimos. Ele é o único que pode julgar a moralidade de uma pessoa, e de acordo com isto que no final da nossa vida, iremos receber o que merecemos na vida terrena.  Sendo como é natural o juiz dos Orichas é regente peral no reino dos Zeus e da terra, nada se pode fazer contra a vontade de Olodumaré, ele é o Omnipotente do Universo; este se move por ele, controla os elementos e a vida humana de este planeta em qual vivemos.   

O QUE É UM SANTEIRO?


A função dos SACERDOTES da nossa religião é atuar como intermediários entre os homens e os Orichas, e por tanto são considerados adivinhos. Esta função pode ser exercida mesmo por  Santeiros ou Babalawos, e existem muitas outras funções que eles podem exercer como por exemplo: ser médicos, adivinhos, curandeiros, encantadores, conselheiros espirituais e materiais e em si tudo o que esta relacionado com a vida quotidiana dos humanos.  Eu sou o primeiro que entende que se têm que ser um bom ser humano, um bom sacerdote, e quando digo bom, isto abarca uns conceitos mais elevados, hoje já esta extinguidos em muita gente; “Ser um bom ser humano significa ter moral, princípios, ser benévolo, respeitoso até consigo mesmo. A arrogância coisa muito pré estabelecida na maioria dos Santeiros e Babalawos de nossos dias” é a vaidade, são dos conceitos negativos que a maioria de nossos praticantes devem corrigir, para poder logo tratar de impormos suas ideias. Recorda-se que o pior dos defeitos que possa ter num homem é a “Vaidade”. Para decidir que se é um expert nesta matéria, necessita de muita sabedoria e aprendizagem o qual não se adquire em curto tempo, este é um trabalho de muitos anos de aprendizagem e de prática junto as pessoas qualificadas nesta matéria. Hoje em dia a maioria das pessoas, chamadas experts nesta matéria, recopiaram os seus dados por meios de livros, os quais não tem uma essência e muito menos sabem os autores de estes “livros” o que é um dos nossos “oráculos”. 


O QUE É UM EBBÓ OU ADDIMU?

Os ebós ou addimú são oferendas feitas para Orixás, Odú, Eguns e outras divindades para diversas finalidades, sejam elas feitas para apaziguar algum problema, sejam feitas em forma de agradecimento de alguma graça atingida, por alcançar algum objetivo ou simplesmente como forma de agradar as divindades que ora estão sendo adoradas.  O princípio da Santeria se baseia no ebó, nas oferendas propiciatórias obtendo a redistribuição do Axé e mantendo seu equilíbrio vital.  Através da hierárquica, todo ebó a ser ofertado, para que o Oricha tome conhecimento, devemos invocar a energia de outros Oricha, que tem o papel específico de servirem de interligação entre nós e as divindades, sendo que sem a aceitação desses, os Orixá os quais estamos ofertando os ebós não saberão de sua existência. Gostaríamos de salientar que ao fazer tais oferendas ou Ebós, se faz necessária a presença ou orientação de um Santeiro (ou zelador de Santo como se diz no Brasil) para que seja colocado o Axé necessário para cada ato. Existem porém alguns ebós que eles não são necessários. Aqui apresento alguns ebós para os curiosos verem e saberem, mas deixo desde já o aviso que nenhum deles funciona sem a correta intervenção de um Santeiro experiente. 

O QUE É UMA SESSÃO ESPIRITUAL? 


A sessão espiritual é parte de quem desenvolve a regra de Ocha ou o Palo, é como a parte que esta no meio entre os santos e a nganga. Não tendo as três que relacionar-se entre si. É um centro de poder donde coincide diferentes espíritos servidores de distintos funções e interesses, cujos poderes podem ser evocados por um devoto em benefício seu, de sua família, ou de aqueles a quem deseje realizar uma obra de caridade. Se compõem de nove copos com agua, um copo de cristal transparente com agua, um rosário e uma cruz ou crucifixo, preferencialmente de madeira (estes integram o Cristianismo). Outros elementos são: flores; nas ocasiões que se indicam, uma vela cuja cor será branco ou outras cores segundo se indique. Também de acordo a diferentes missas de investigação são realizadas se agregam imagens ou objetos, para que um morto em especial vibre no trabalho e se identifique com ele. Existem diferentes tipos de missas:  

 

DESENVOLVIMENTO: é o trabalho que se realiza com pessoas que começam o caminho do espiritismo, com elas se pratica e desenvolve, e se instrui de como se realizam guiando, em sua aprendizagem, a forma de trabalhar, a forma de comunicação com os espíritos e a forma mais adequada para comunicar-se com os seus próprios guias. Estas missas são dirigidas por um espírita com conhecimento do trabalho espírita, as pessoas que integram este tipo de missa, são pessoas que  acontecem feitos raros internos ou externos que escapa a lógica, ou hão logrado sem querer uma comunicação com os espíritos. 

PORQUE SE UTILIZAM PEDRAS NUM SANTO? 


Os Africanos acreditavam que o Santo quando caminhava na Terra, ia ao céu e depois regressava a esta em forma de chuva. Que essa água caia nos rios e estes se convertiam em pedras que tomavam as cores segundo os Orichas (algumas brancas, outras negras, outras amarelas e rosas e assim sucessivamente). Eles sempre veneram os rios porque ali estavam a representação dos Orichas Africanos. Se o leitor conhece um pouco da geografia do continente africano, se dará em conta que onde está a Nigéria há 16 rios, e o principal leva o nome de Changó e os outros 15 desaguam neste. Tais pedras se recolhiam e uma por uma se ia perguntando com um coco se tinham algum espírito de algum Santo em particular. Se com o coco decidiam que sim, então lhes preparavam e lavavam com omiero de Osaín.  Por isso, Osaín é o Deus mais importante; é ele a vida da Terra e é o Deus curandeiro. Osaín têm o conhecimento de todos os Ewes (ervas), os que curam e matam, tem uma faculdade muito rara pois com ele salva as pessoas da mesma morte ou as curas de uma enfermidade má. Depois, se faz o sacrifício dos animais. O sangue dos animais fortalece e dá força a esse espírito para que se desenvolva e cresça, e que para o Santo possa falar aos seus filhos.  

O QUE É O PALO MONTE?


O Palo Monte é oriundo dos povos Bantús, chamados Congos, estes procedem da parte sudeste de África, uma das regiões mais extensas do continente africano. Esta Regra foi o resultado da transculturação dos credos bantús, em ela existiram distintos grupos étnicos com diferentes graus de evolução e níveis culturais. Pelo ano 1700 saíram de África grupos de tribos Nganga e  chegaram a Cuba com o Lucumi, com o Abakua, com o Arara, com o Palo Monte Mayombe,  Briyumba ou Brillumba, Malongo, Kimbisa. Estas Regras em África eram e são puras, mas em Cuba com a iniciação do crioulo surgiram outras variantes e se cruzaram e nasceu a Kimbiza que significa Cruzado é certo que daí nasceu o Palo Monte Mayombe Kimbiza. Do kimbiza é a forma misturada de praticar a religião, ao que se chama Palo Cruzado, que rapidamente se estendeu e superou as outras, e assim se formou o arroz com manga pois na nossa crença de Palo hoje em dia há muitíssimas Casas e Linhagens com diferentes trajetórias e sistemas de crenças, assim que a Regra Kimbisa é a mais influenciada por todos os sistemas da crença encontrados em Cuba. O sistema de Kimbisa incorpora em sua fundação as práticas de Palo Monte junto com, crença do Espiritualismo, do cristianismo, de Abakua, de Lukumi, Yoruba e outras muitas mais.

O QUE SÃO OS EGGUNS? 


Os mortos (ikús) os espíritos que nos rodeiam (egguns) devem ser atendidos, com o mesmo respeito tanto como aos SANTOS (Orishas). A reverência aos antepassados é um dos pilares das religiões africanas. Na religião Yorubá o “morto pariu o santo” (ikú lobi ocha) e antes de invocar e pedir permissão (moyugbar) e saudar os Orishas há que invocar os mortos. Isto se deve a que todos os Orishas foram seres vivos originalmente como os santos católicos e depois de mortos foram dados o título de santo pela vida que levaram aqui na terra, tal e o caso do Orisha Changó que foi quarto rei de Oyó (ile Ife) na atual Nigéria. Os Egguns comem antes que Elegguá e separados dos Orishas. Em determinadas cerimonias lhes oferecem uma vela (ataná), coco (obi) em nove pedacitos que é a marca do morto, agua fresca (omi tutu), aguardente (otí), café (omi bona), tabaco (achá), pimenta da guine (ataré), e se utiliza a cascarilha (efún). Esta oferenda se situa no piso fora da casa ou num canto interior no caso de não existir pátio e se dispõe dentro de um círculo ou retângulo (atena) desenhado com cascarilha. A cerimónia se inicia com a moyugba correspondente e a declaração do sentido da oferenda. Isto se pode realizar mesmo com coco fresco aos mortos o qual se faz em pequenos pedaços que se atiram no interior da figura traçada no chão dizendo “alfaba iku, alafaba ano............”

O QUE PROCURA O INICIADO NA RELIGIÃO YORUBA?


Uma orientação dos passos a seguir em sua vida, a direção e a sua missão escolhida pela sua Ori (cabeça). Um sentido de pertencer a uma religião onde Olodumaré te vai aceitar tal como és, que lhes dará o conselho para evoluir tanto no plano físico como o espiritual, tal como faria uma mãe, que ainda conhecendo os defeitos e virtudes de um filho o ama. Isto poderia ser a razão que mais pessoas cada dia estão sendo iniciadas em nossa religião. É por esta razão que podemos ver médicos, advogados, ama de casas, militares etc. Oferecemos uma resposta individual partindo da premissa que cada pessoa é um ente a parte e por isso não tem, um patrão a seguir por todos, já que cada um tem um caminho a seguir muito distinto do outro.  Isto é assim motivado pois todos temos um caminho a seguir que difere entre nós. Sendo cada um distinto do outro, é impossível que as regras e as leis podem ser as mesmas. Muitas vezes procuram essa orientação sobre o próximo passo a seguir, que o poderíamos comparar como um caminho, em que devemos saber até onde vamos e com que mentalidade deve guiar para não ter tropeços. O Orisha ou anjo da guarda tutelar, viria a ser o amortecedor, para que tenhamos menos obstáculos nesta vida. Esse Orisha também vai ser o intermediário perante Deus, de nossas andanças no mundo. É quem vai dar contas perante Olodumaré por nossas obras boas ou más e quem vai interceder e para que as sanções sejam menores. O iniciado terá de saber o que espera do Orisha, é que ele não ira fazer tudo por si, pois caberá a si fazer esse caminho. Não há crime sem castigo. Há quem crê que podem fazer tudo o que desejam, porque acham que o Orisha lhes vai permitir uma série de coisas. Se entende que o Orisha esta aqui para resolver ações mal feitas, mas nesta religião não é assim. Como dizem os mayomberos desta nossa religião o Orisha é lento e vagaroso como um elefante, o que quer dizer que lentamente vai esperando o momento para ensinar o nosso erro. Um iniciado pode procurar também lucro económico, o qual é um erro, já que esse não é a base da nossa religião, e sim pelo contrário fala de ser desprendidos quando alguém chega a nós com uma necessidade. Esta religião não dá riquezas. É uma religião do mundo, já que em este é onde vivemos, e porque tanto temos que aprender a viver em ele.

QUAIS AS FUNÇÕES E OS DEVERES DA OYUGBONA?


O Iyawo vai ao pé do anjo da guarda da pessoa escolhida como Oyugbona, com o prato, dois cocos ou dois Obi Kola inteiros, 2 velas e o direito (dinheiro), e perguntar se a pessoa pode ser a sua Oyugbona para o futuro Iyawo, seja numa cerimónia de consagração de Ifa ou Osha (Se esta for a Regra da Casa). Numa cerimónia de colares ou de iniciação a sua função é de assistir a madrinha ou padrinho nas cerimónias. Se é uma iniciação deve ir com o Iyawo fazer o registro de entrada e marcar o ebbó, através de Ochá. É chamada para verificar os fundamentos do Iyawo, e deve ter em mente as coisas que o Iyawo vai necessitar no dia do rio e os detalhes da cerimónia. Deve deixar tudo preparado para o dia da iniciação, já que é chamada para facilitar tudo ao Oriaté em Osha e ao Awo que dirige nas cerimonias do dia seguinte (o dia da iniciação). Tem que fazer as rogações ao Iyawo, assistindo todos os dias que esteja na esteira. Deve estar no quarto de iniciação, já que esta será a pessoa que fará todo o trabalho e de buscar tudo o que faça falta no quarto (Bodun). Tem que estar atenta de tudo o que suceda no quarto, e que não falte nenhum detalhe, que possa escapar a outros. É a encarregada de dar banho e vestir o Iyawo e de trazer a sua comida. Deve estar atenta ao que possa falta no dia do Ita. É a pessoa encarregada de levar ao Iyawo a praça e ao mercado em Osha. De aqui em diante é quem dará obi aos Osishas do Iyawo e quem rogará a cabeça, a menos que o padrinho decida outra coisa. Acomoda aos Orishas para o aniversário do afilhado. Pode delegar aos outros, funções triviais, mas as principais que tocam, não as pode delegar, para isso que é Oyugbona. Em muitas casas, depois que se toca ao anjo da guarda do padrinho, é regra tocar ao da Oyugbona. Finalmente a Oyugbona é uma pessoa muito importante, já que está tem a responsabilidade de verificar o que falta numa cerimónia e dar assistência ao Iyawo em muitos aspetos. 

QUEM É A OYUGBONA?


A Oyugbona é a segunda pessoa que manda numa iniciação ou cerimonia. Ao terminar é a pessoa que assiste ao Oriaté. Também o significado literal em Yoruba é: Ela que vigia o caminho. 

O QUE SÃO OS BÚZIOS?


São os búzios abertos que dão caminho e solução aos problemas do consulente, através de receitas de banhos, oferendas ou ebós (limpeza corporal de energia negativa).  O Santeiro (pai de santo) que interpreta a leitura de búzios (o que lê os resultados do Odu), deve estar de corpo limpo, purificado com banhos, se abster de carnes e bebidas alcoólicas, assim como de relações sexuais, para estar apto a se comunicar com os deuses Orichas e assim, melhor interpretar e traduzir as receitas e conselhos aos seus filhos e pessoas que buscam o socorro e o alivio para suas dores morais e físicas.

QUEM É ELLEGUÁ?


É o Orisha que tem as chaves do destino.  É o dono dos caminhos e mensageiro de Olofi, têm o privilégio de ser o primeiro em tudo. Muito se fala de Eleggwá que é o senhor e dono de todas as oportunidades da nossa vida, e que é ele que abre e fecha todas as portas dos nossos desígnios e também o encarregado de fazer cumprir as leis sagradas de nossa Mãe Terra. Também temos em mente que será Eleggwá um Oricha sendo o dono de todos os caminhos e portas deste mundo, é ele o fiel depositário do Ashe da nossa vida. Ellegua se veste com as cores vermelho e negro, ou branco e negro e codificam a sua natureza contraditória do seu ser. O rato é uma das imagens que representa Ellegua não sua mais infinita procura de caminhos, que sempre os encontra. Em particular, Elegbara aparece na encruzilhada dos humanos e do divino, pois ele é o Oricha infantil e o mensageiro entre os dois mundos (a terra e o céu). Têm uma relação boa com todos os Orichas, mas a mesma é muito mais estreita com Changó e Orumila. Nada neste mundo se pode fazer sem a sua permissão, pois ele é sempre o primeiro a comer. Por isso Elegua sempre é chamado em primeiro lugar quando se faz um sacrifício, pois ELE é quem abre as portas entre os dois mundos e abre as portas e os caminhos na nossa vida. Elegguá se reconhece a si mesmo pelos números 3 e 21, e ele é a nossa sorte e destino, com ELE tudo se alcança, e sem ELE nada se consegue. Quando pedimos um conselho a Eleggwá e ele nos fala e nos dá os seus conselhos, esses conselhos, temos a segurança que é o nosso espírito interior quem nos fala através dos Oráculos.

QUANTOS ORISHAS EXISTEM NA RELIGIÃO YORUBA?


201 divindades são as pertencentes ao panteão Yoruba, mas na América só perduram até hoje, aproximadamente uns trinta Orishas dadas as características do ritual.

O QUE É O ORÁCULO DE IFÁ?


Oráculo supremo mediante o qual o Babalawo se comunica com Orula e com as divindades do panteão Yoruba, personifica a sabedoria e a possibilidade de influir sobre o destino.  Utilizam a cadeia ékuele e o tabuleiro de ifá com ikines.

QUEM SÃO OS BÚZIOS NA RELIGIÃO YORUBA?


Os Cauris são parte do Orisha, transmitem a profecia personalizada através do “Diloggún” e os seus “Oddus”. É um sistema numérico interligados a pataki que estabelece uma relação entre os feitos narrados e os problemas que podem ter a pessoa que se consulta.

O QUE É UM BABALAWO?


A Regra de Osha ou Santeria está interligada com Orúnmila ou Ifá.  Os babalawos têm uma consagração adicional de Orúnmila. Entregam os devotos “Mão de Orula” ( Ico-fá (mulher), Awo-faca (homem) de Orula ) e diversas divindades, mas não consagram “Osha” aos seus afilhados.  Se reúnem em Concilio com a finalidade de apresentar as previsões de Orula que se cumprem inexoravelmente.

QUEM SÃO OS ORICHAS?


São divindades ou energias superiores que regem os nossos destinos, transcendem as nossas faculdades sensoriais, e são intermediários de Deus.

POR QUE ESSES NOMES TÃO ESTRANHOS PARA DENOMINAR DEUS E AS FORÇAS SUPERIORES? 


OLODDUMARE está composto no dialeto Yoruba por: OLO eterno DDU tempo MARE criar estabilidade este é Deus. OLOFI significa OLO extensão FI espaço de este mundo. OLORUN no continente africano há pessoas que não conhecem, e nem adoram outro Deus que não seja o Sol como ele, e se chama LORUN.

O QUE SIGNIFICA A EXPRESSÃO OLODDUMARE - OLOFIN- OLORUN? 


Oloddumare é a criação = Deus Todo poderoso Olofin e Olorun é o Sol, e são tendências diferentes da divindade que se integram em uma somente entidade. Penso que para chegar a entender todo o que é relacionado com Oloddumare se têm que analisar todos os nomes correlativos de esta “Divindade”. Os nomes que vamos analisar deixam uma ideia muito clara de quem é “Oloddumare”, eles marcam uma definida intenção dos conceitos do “Ser Supremo” (Oloddumare).

 

(1) Oloddumare: É a Origem de outra palavra, não é fácil determiná-la mas entre os maiores de nossa crença confirmam que este nome esta enraizado em uma que têm grandeza, magistralidade eterna e qual o homem pode depender em o todo momento. 

(2) Olorun: Este nome se explica por si mesmo: significa o dono de Orun (os céus de cima) o Sr. que é dono de todos os céus (universo).

(3) Eledaá: Significa o “Criador”. O nome diz e sugere que o “Ser Supremo” foi e é o responsável de toda a criação. Ele foi o que existiu e é a fonte de todas as coisas. 

(4) Alaaee: Esta vocábulo implica o “ser que sempre está vivo”, isto é concebido por os maiores ancestrais de nossa crença que ele “espírito que sempre existiu”. Em outras palavras, o “Ser Supremo” nunca morre. Esta é a razão por que os antigos sacerdotes diziam: A ki Igbo Iku” (nunca havemos ouvido da morte de Oloddumare).

(5) Elemii: Ele que é dono da vida. Este nome aplicado ao “Ser Supremo” sugere que todas as criaturas, animais, plantas lhe devem o alento da vida a Olodumaré. Em outras palavras sem a permissão de Ele nada tira a vida. Quando o dono da vida retirar o seu alento de os seres vivos, eles morrerem e então, é Ele quem planifica o futuro dos espíritos de eles. Os maiores de nossa crença em tempos passados o agregaram a ele que antes disse: (Bi Elemii ko ka ba, emi eo se eei tabi eeini)  “Se o sono da vida não nos deixa já e o haré isto ou aquilo”. 

(6) Olojo Oni: É dono e o controlador de este dia, e o que se passa em este dia, chama-lo o dono da vida ou controlador do dia, reflete a dependência que os seres humanos têm em Olodumaré, e é o supremo sobre todas as coisas. Dos estudos realizados de todos estes nomes, chegamos a conclusão que “Olodumaré” foi concebido por os antigos como o criador dos Céus e da terra, aquele que têm eterna magistralidade, e goza de eterna grandeza. Ele que têm um tabernáculo nos céus com os homens. Ele é o senhor que determina o destino dos humanos, “Ele” não perde o contacto connosco os humanos porque nós somos fragmentos de Olodumaré cada um individualizados e que queremos chegar a uma verdadeira união, teremos que formar uma unidade. 

 

“Ache Olorun tobi” (a obra de Deus é grande). Olodumare é único. 

EM QUE SE FUNDAMENTA A SUA CRENÇA RELIGIOSA?


Doutrina africana animista pela sua crença que afirma que todo o ser natural está vivificada por um espírito, e é uma religião monoteísta que reconhece um só Deus Criador de tudo o existente e que possuem práticas politeístas. A nossa crença baseia fundamentalmente na família e a sua hierarquia agarrada as leis dos nossos antepassados. Religião que nos aproxima tanto a vida como a morte, e que nos leva a unir o mundo material como o mundo espiritual. Definimos como uma cultura aberta ao que de bom existe noutras religiões e recetiva aos fundamentos e obrigações perante a sociedade. Acreditamos em guias ou Orichas que nos ajudam a libertar os nossos bloqueios, que surge na nossa caminhada da vida. Obrigações e oferendas fazem parte de uma necessidade evolutiva que nos leva a ter mais perto o ashé (energia) da natureza em que no seu equilíbrio levará o ser humano a ser mais feliz e a ter a paz necessária consigo e os outros.

O QUE SÃO OS COLARES?


Os colares são de varias cores e correspondem e simbolizam cada Oricha. É óbvio que os colares são resguardados e que vitalizam-se depois de haver passado pela cerimónia de receber os colares, que é o segundo passo do Santeiro. A imposição dos colares é uma forma de nos identificar com o nosso Oricha e de dar inicio a um processo de iniciação na Santeria. Esta cerimónia se prepara quando coincide com uma cerimónia de Santo. A imposição dos colares é tão complicada que quase nunca se prepara com o só propósito de receber colares. Esta cerimónia se prepara quando coincide com uma cerimonia de Santo. O Padrinho coordena a cerimonia dos colares com a cerimonia de alguém que esta preparando para receber o Santo. Desta forma, as elaboradas preparações se aproveitam para as cerimónias. Esta cerimónia começa depois que o Padrinho através dos búzios, que servem de oráculos a esta religião, determina qual o Oricha é o protetor do iniciado. (Este Oricha em terminologia corresponde o Anjo da Guarda de cada um, sendo o Oricha do qual é o filho). 

A cerimónia se desenrola num quarto fechado onde se encontram vários Santeiros e específicos atributos da cerimónia. Cada passo é premeditado e cada artigo do quarto tem a sua razão de ser. Até o vestuário de cada pessoa é cuidado de acordo com as muitas regras desta religião. Na cerimónia, alem de preparar os colares, se escolhem as ervas e sacrifícios de animais e também se despoja do iniciado de todas as más influencias. Este despojo se caracteriza com o ato de cortar a roupa que tem posta pois ao receber os colares e banhando com as águas preparadas com vários ingredientes que se ocultam zelosamente pelos Santeiros.   

QUEM SÃO OS YORUBÁS?


Os Yorubas são os integrantes de um povo africano, situado a sudoeste da Nigéria e na região limítrofe com a atual República de Benin, Togo e Gana, na Africa ocidental. Os iorubás ou iorubas (em iorubá: Yorùbá), também conhecidos como ou yorubá (iorubá) ou yoruba, são um dos maiores grupos étno-linguístico ou grupo étnico na África Ocidental, composto por 30 milhões de pessoas em toda a região. Constituem o segundo maior grupo étnico na Nigéria, com aproximadamente 21% da sua população total.

A maioria dos iorubás fala a língua iorubá (iorubá: èdèe Yorùbá ou èdè). Vivem em grande parte no sudoeste do país; também há comunidades de iorubás significativas no Benin, Togo, Serra Leoa, Cuba e Brasil. Os iorubás são o principal grupo étnico nos estados de Ekiti, Kwara, Lagos, Ogun, Ongo, Osun, e Oyo. Um número considerável de iorubas vive na República do Benin, ainda podendo ser encontradas pequenas comunidades no campo, em Togo, Serra Leoa, Brasil e Cuba. Bem como tendo acesso ao mar, eles compartilham fronteiras com os Borgu (variadamente chamados Bariba e Borgawa) no noroeste, os Nupe (que eles chamam muitas vezes, "Tapa") e os Ebira no norte, os Edo que também são conhecidos como Bini ou povo benin (não-relacionado com o povo da República do Benin), e os Ẹsan e Afemai para o sudeste. Os Igala e outros grupos relacionados, encontram-se no nordeste, e os Egun, Fon, e outros povos de língua Gbe no sudoeste. Embora a maioria dos iorubás vivam no oeste da Nigéria, há também importantes comunidades yorubás indígenas na República do Benin, Gana e Togo. A maioria dos iorubás é cristã, com os ramos locais das igrejas Anglicana, Católica, Pentecostal, Metodista, e nativas de que são adeptos. O islamismo inclui aproximadamente um quarto da população iorubá, com a tradicional religião iorubá respondendo pelo resto. Os iorubas têm uma história urbana que data de 500 d.C. As principais cidades iorubás são Lagos, Ibadan, Abeokuta, Akure, Ilorin, Ogbomoso, Ondo, Ota, Shagamu, Iseyin, Osogbo, Ilesha, Oyo e Ilé-Ifè.

O QUE ESPERA UM AFILHADO DE UM PADRINHO?


Que saiba desta religião, a menos que a pessoa nos tenha dito abertamente que não sabe muito desta religião. Que nos ajude a resolver os problemas que nos surgem. Que nos respeite como pessoas e que entenda que não somos a sua propriedade. Que nos ensine sobre a sua casa ou rama, para aprender como se fazem as coisas. Que seja o suficientemente maduro e honesto para dizer que não sabe algo. Que nos permita aprender de outros se nos apresenta a oportunidade. Que tenha a resposta para todas as nossas perguntas. Que não se meta em nossas questões a menos que o peçamos.

QUE ESPERA UM PADRINHO DE UM AFILHADO?


Um padrinho ou madrinha, espera que sejamos muito religiosos antes de tudo e respeitosos pelo seu anjo da guarda. Espera que sejamos obedientes e discretos, sobre tudo em esse primeiro ano de iniciação, que é tão importante. O afilhado representa o seu padrinho e essa casa religiosa, para o bom ou o mau. Deve haver uma comunicação efetiva entre ambos, já que esta relação é por toda a vida. O afilhado deve aprender a conhecer os distintos estados de ânimo dos seus padrinhos, já que isso garanta uma relação cordial e duradoura.  O afilhado ou afilhada deve manter em total segredo de tudo o que o padrinho fale a outro afilhado no dia do Ita. O afilhado deve aprender e ver a forma de assistir as cerimónias em casa do seu padrinho sempre e quando o convidem. É importante que o afilhado recorde sempre os aniversários dos seus padrinhos. O afilhado deve recordar que há outros afilhados em casa e que deve evitar a todo custo, criar ciúmes entre os seus abures (irmãos) religiosos.  De igual forma devemos mencionar as coisas que não se devem esperar de um afilhado, e que um afilhado não tem que viver ajudando o seu padrinho economicamente, não tem que fazer agradecimentos constantes. Também tem que viver fazendo as tarefas domésticas, e há de recordar que esta religião, não é uma escravatura. De um afilhado se deve esperar o mesmo que um filho, e os filhos nem sempre estão de acordo com os pais, e tomam as suas próprias determinações. 

COMO SE ENTRA NA RELIGIÃO YORUBA?


Seja por uma revelação (sonhos, mensagens, etc.), ou através do oráculo de Ifa ou Osha, ou por desejo próprio de iniciar-se na religião.  A maioria parte das vezes é pelo decreto do oráculo de Ocha. Estas são algumas das hipóteses que existem para que um crente encontra-se com a sua verdadeira natureza espiritual. O destino é uma das possibilidades que existem no caminho dos crentes e uma forma mais "natural" de nos encontramos com Olodumaré.

O QUE É UM INICIADO OU UM IYAWO?


Aquele que se inicia em Ocha ou Ifa, no seu primeiro ano de iniciado (Ocha) o conhecemos como por Iyawo.  Em alguns casos somente durante três meses em algumas casas, mas o normal é um ano, e só depois de ter completado o seu término o conhecemos como Babalosha ou Iyalosha no caso de Osha e awo ou Babalawo no caso de Ifa.

PORQUE SE USA O COCO NA SANTARIA?


O coco é usado tanto pelo Santeiro que também pelo Babalawo, e com eles perguntamos aos Orichas o que é que desejam.  O coco também se pode usar alguém que não tenha feito santo mas que já tenha os seus colares ou os seus guerreiros.  O coco se conhece como Obi e é um dos Orichas menos conhecidos. O oráculo do coco se acompanha de cinco letras que são Alafi, Itagua, Elleife, Ocana Sordi e Ocana Oyekun.

O coco é usado tanto pelo Santero que também pelo Babalawo, e com eles perguntamos aos Orichas o que é que desejam. O coco também se pode usar alguém que não tenha feito santo mas que já tenha os seus colares ou os seus guerreiros. O coco se conhece como Obi e é um dos Orichas menos conhecidos. O oráculo do coco se acompanha de cinco letras que são Alafi, Itagua, Elleife, Ocana Sordi e Ocana Oyekun. Para preparar o coco para a adivinhação se têm que partir um coco seco e de ali retirar os quatro pedaços que se vão usar, e se recomenda usar os pedaços grandes. Quando estamos preparados para atirar os cocos se coloca em frente do Oricha ao qual se vai perguntar. Deve-se refrescar o coco com água, se reza ao santo e tirar-se do coco algumas lascas depende do numero do Oricha.

 

 

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