Rua do Xisto nº 150,
4475-509 Nogueira Maia

(351) 913 089 277
geral@centroanastacia.com

|
Escrito por Okanbi / Omo Aggayú
Categoria:

Orichas - Ikú lobi ocha

Perguntas mais frequentes sobre a Santeria

Aqui pode encontrar um sistema de exemplos de perguntas mais frequentes colocadas sobre a Santeria. Caso não encontre alguma pergunta que gostaria de saber faça o favor de nos contactar para o nosso correio eletrónico e colocar a sua questão. O mais breve possível será contactado.

 

A todos que o façam desde já o nosso muito obrigada,

Do Grupo Anastácia.

  

O QUE É A SANTERIA?


Santeria (literalmente, caminhos dos santos, os termos preferidos entre praticantes incluem Lukumi e Regra de Ocha) é um conjunto de sistemas religiosos relacionados, que funde crenças católicas com a religião tradicional Iorubá, praticada por escravos e os seus descendentes em Cuba, no Brasil (onde o candomblé apresenta semelhanças com a santeria), Porto Rico, na República Dominicana, Venezuela, no Panamá e em centros de população latino-americana nos Estados Unidos como Florida, Nova Iorque, e Califórnia. “Santeria” significa os “caminhos dos santos”, originalmente um termo pejorativo aplicado pelos espanhóis para ridicularizar a devoção excessiva dos seguidores aos santos e à negligência de Deus. Têm uma teologia completa, uma tradição ancestral de elaborados e coloridos rituais. Ademais, é uma religião de mistérios iniciados a semelhança dos célebres mistérios de Eleusis que se celebravam na Grécia da antiguidade, mas que a diferença de aqueles segredos que se perderam por ser tão bem guardados, sobreviveram por milénios relativamente com poucas mudanças. A maneira de aclarar, apesar do nome popular como é conhecida, a Santeria não consiste num culto a santos católicos. Estas eram só máscaras que assumiram os Orishas para poder sobreviver durante a escravatura no coração dos seus devotos. Os Orishas são as divindades dos Yorubas, e a palavra “santo” é só utilizada devido à conveniência e a familiaridade. Os Santeiros conhecem Deus como Olorún (Dono dos Céus) ou como Olodumaré. Existe um número indefinido de Orishas, ou de divindades, que ajudam Olorún a distribuir o aché a toda a criação, e são vistos como aspetos de Olorún. Aché se traduz como vitalidade, poder, graça, ou bênção. 

QUEM É OLODDUMARÉ?


Para os ancestrais Yorubas e, para nós os seus descendentes, a existência de Oloddumare (Ser Supremo) é tão real, como povo. É muito raro encontrar entre nós os descendentes dos Yorubas alguém que não acredita em Oloddumare. Em outras palavras, para os afro-cubanos a crença de um Ser Supremo é Lei. De isto não temos a menor dúvida, sendo o Criador de todo o nosso universo e dos seres que vivem neste universo. Criador dos Céus e terra, homens e mulheres, que também criaram todas as Divindades, espirituais, dos quais são os funcionários, intermediários entre o homem e Oloddumare é a “Divindade” suprema de nós, ele é a origem de todas as coisas do céu e da terra, é o criador que existe desde os princípios dos tempos, o autor do tempo, do dia e da noite.  Olodumaré é um Deus imparcial que controla o destino de todos os homens. É comum que os Orichas castiguem os homens quando estes rompem as leis, os rituais, sem embaraço com Olodumaré julga os homens de acordo com os sentimentos íntimos de estes, com a sua personalidade e com o seu carácter, pois, ele tudo sabe e tudo vê de uma pessoa, inclusivamente os seus pensamentos íntimos. Ele é o único que pode julgar a moralidade de uma pessoa, e de acordo com isto que no final da nossa vida, iremos receber o que merecemos na vida terrena.  Sendo como é natural o juiz dos Orichas é regente peral no reino dos Zeus e da terra, nada se pode fazer contra a vontade de Olodumaré, ele é o Omnipotente do Universo, este se move por ele, controla os elementos e a vida humana de este planeta em qual vivemos.   

O QUE É UM SANTEIRO?


A função dos SACERDOTES da nossa religião é atuar como intermediários entre os homens e os Orichas, e por tanto são considerados adivinhos. Esta função pode ser exercida mesmo por  Santeiros ou Babalawos, e existem muitas outras funções que eles podem exercer como, por exemplo: ser médicos, adivinhos, curandeiros, encantadores, conselheiros espirituais e materiais e tudo o que esta relacionada com a vida quotidiana dos humanos.  Sou o primeiro que entende que se têm que ser um bom ser humano, um bom sacerdote, e quando digo bom, isto abarca uns conceitos mais elevados, hoje já esta ausente em muita gente; “Ser um bom ser humano significa ter moral, princípios, ser benévolo, respeitoso até consigo mesmo. A arrogância coisa muito pré-estabelecida na maioria dos Santeiros e Babalawos dos nossos dias” é a vaidade, são dos conceitos negativos que a maioria dos nossos praticantes devem corrigir, para poder logo tratar de impormos as suas ideias. Recorda-se que o pior dos defeitos que possa ter num homem é a “Vaidade”. Para decidir que se é um especialista nesta matéria, necessita de muita sabedoria e aprendizagem o qual não se adquire em curto tempo, este é um trabalho de muitos anos de aprendizagem e de prática junto as pessoas qualificadas nesta matéria. Hoje em dia a maioria das pessoas, chamados experts nesta matéria, recopiaram os seus dados por livros, os quais não tem uma essência e muito menos sabem os autores de estes “livros” o que é um dos nossos “oráculos”. 


O QUE É UM EBBÓ OU ADDIMU?

Os ebós ou addimú são oferendas feitas para Orixás, Odú, Eguns e outras divindades para diversas finalidades, sejam elas para apaziguar algum problema, uma forma de agradecimento de alguma graça atingida, por alcançar algum objetivo ou simplesmente como forma de agradar as divindades que ora estão sendo adoradas.  O princípio da Santeria se baseia no ebó, nas oferendas propiciatórias obtendo a redistribuição do Axé e mantendo o seu equilíbrio vital.  Através da hierárquica, todo ebó a ser ofertado, para que o Oricha tome conhecimento, devemos invocar a energia de outros Oricha, que tem o papel específico de servirem de interligação entre nós e as divindades, sendo que sem a aceitação desses, os Orixá os quais estamos a oferecer os ebós não sabem da sua existência. Gostaríamos de salientar que ao fazer tais oferendas ou Ebós, se faz necessária a presença ou orientação de um Santeiro (ou zelador de Santo como se diz no Brasil) para que seja colocado o Axé necessário para cada ato. Existem, porém, alguns ebós que eles não são necessários. 

O QUE É UMA SESSÃO ESPIRITUAL? 


A sessão espiritual é parte de quem desenvolve a regra de Ocha ou o Palo, é como a parte que esta no meio entre os santos e a nganga. Não tendo as três que se relacionar entre si. É um centro de poder donde coincide diferentes espíritos servidores de distintos funções e interesses, cujos poderes podem ser evocados por um devoto em benefício seu, da sua família, ou de aqueles a quem deseje realizar uma obra de caridade. Se compõem de nove copos com água, um copo de cristal transparente com água, um rosário e uma cruz ou crucifixo, preferencialmente de madeira (estes integram o Cristianismo). Outros elementos são: flores; nas ocasiões que se indicam, uma vela cuja cor será branco ou outras cores segundo se indique. Também de acordo a diferentes missas de investigação são realizadas se agregam imagens ou objetos, para que um morto em especial vibre no trabalho e se identifique com ele. Existem diferentes missas.

PORQUE SE UTILIZAM PEDRAS NUM SANTO? 


Os Africanos acreditavam que o Santo quando caminhava na Terra, ia ao céu e depois regressava a esta em forma de chuva. Que essa água caia nos rios e estes se convertiam em pedras que tomavam as cores segundo os Orichas (algumas brancas, outras negras, outras amarelas e rosas e assim sucessivamente). Eles sempre veneram os rios porque ali estavam a representação dos Orichas Africanos. Se o leitor conhece um pouco da geografia do continente africano, se dará em conta que onde está a Nigéria há 16 rios, e o principal leva o nome de Changó e os outros 15 desaguam neste. Tais pedras se recolhiam e uma por uma, perguntava-se com um coco se tinham algum espírito de algum Santo em particular. Se o coco decidia que sim, então preparavam-lhes e lavavam com omiero de Osaín.  Por isso, Osaín é o Deus mais importante, é ele a vida da Terra e é o Deus curandeiro. Osaín têm o conhecimento de todos os Ewes (ervas), os que curam e matam, tem uma faculdade muito rara, pois, com ele salva as pessoas da mesma morte ou as curas de uma enfermidade má. Depois, se faz o sacrifício dos animais. O sangue dos animais fortalece e dá força a esse espírito para que se desenvolva e cresça, e que para o Santo possa falar aos seus filhos.  

O QUE É O PALO MONTE?


O Palo Monte é oriundo dos povos Bantús, chamados Congos, estes procedem da parte sudeste de África, uma das regiões mais extensas do continente africano. Esta Regra foi o resultado da cultura dos credos bantús, existiram distintos grupos étnicos com diferentes graus de evolução e níveis culturais. Pelo ano 1700 saíram de África grupos de tribos Nganga e  chegaram a Cuba com o Lucumi, com o Abakua, com o Arara, com o Palo Monte Mayombe,  Briyumba ou Brillumba, Malongo, Kimbisa. Estas Regras em África eram e são puras, mas em Cuba com a iniciação do crioulo surgiram outras variantes e se cruzaram e nasceu a Kimbiza que significa Cruzado é certo que daí nasceu o Palo Monte Mayombe Kimbiza. Do kimbiza é a forma misturada de praticar a religião, ao que se chama Palo Cruzado, que rapidamente se estendeu e superou as outras, e assim se formou o arroz com manga, pois, na nossa crença de Palo hoje em dia há muitíssimas Casas e Linhagens com diferentes trajetórias e sistemas de crenças, assim que a Regra Kimbisa é a mais influenciada por todos os sistemas da crença encontrada em Cuba. O sistema de Kimbisa incorpora na sua fundação as práticas de Palo Monte junto com, crença do Espiritualismo, do cristianismo, de Abakua, de Lukumi, Yoruba e outras muitas mais.

O QUE SÃO OS EGGUNS? 


Os mortos (ikús) os espíritos que nos rodeiam (egguns) devem ser atendidos, com o mesmo respeito tanto como aos SANTOS (Orishas). A reverência aos antepassados é um dos pilares das religiões africanas. Na religião Yorubá o “morto pariu o santo” (ikú lobi ocha) e antes de invocar e pedir permissão (moyugbar) e saudar os Orishas há que invocar os mortos. Isto se deve a que todos os Orishas foram seres vivos originalmente como os santos católicos e depois de mortos foram dados o título de santo pela vida que levaram aqui na terra, tal e o caso do Orisha Changó que foi quarto rei de Oyó (ile Ife) na atual Nigéria. Os Egguns comem antes que Elegguá e separados dos Orishas. Em determinadas cerimonias oferecem uma vela (ataná), coco (obi) em nove pedaços que é a marca do morto, agua fresca (omi tutu), aguardente (otí), café (omi bona), tabaco (achá), pimenta da guine (ataré), e se utiliza a cascarilha (efún). Esta oferenda se situa no piso fora da casa ou num canto interior no caso de não existir pátio e se dispõe dentro de um círculo ou retângulo (atena) desenhado com cascarilha. A cerimónia se inicia com a moyugba correspondente e a declaração do sentido da oferenda. Isto se pode realizar mesmo com coco fresco aos mortos o qual se faz em pequenos pedaços que se atiram no interior da figura traçada no chão dizendo “alfaba iku, alafaba ano............”

O QUE PROCURA O INICIADO NA RELIGIÃO YORUBA?


Uma orientação dos passos a seguir na sua vida, a direção e a sua missão escolhida pela sua Ori (cabeça). Um sentido de pertencer a uma religião onde Olodumaré vai aceitar tal como é, que lhes dará o conselho para evoluir tanto no plano físico como o espiritual, tal como faria uma mãe, que ainda conhecendo os defeitos e virtudes de um filho a ama. Isto poderia ser a razão que mais pessoas cada dia estão a ser iniciadas na nossa religião. É por esta razão que podemos ver médicos, advogados, ama de casas, militares, etc. Oferecemos uma resposta individual partindo da premissa que cada pessoa é um ente a parte, por isso não tem, um patrão a seguir por todos, já que cada um tem um caminho a seguir muito distinto do outro.  Isto é assim motivado, pois, todos temos um caminho a seguir que difere entre nós. Sendo cada um distinto do outro, é impossível que as regras e as leis podem ser as mesmas. Muitas vezes procuram essa orientação sobre o próximo passo a seguir, que o poderíamos comparar como um caminho, em que devemos saber até onde vamos e com que mentalidade deve guiar para não ter tropeços. O Orisha ou anjo da guarda tutelar, viria a ser o amortecedor, para que tenhamos menos obstáculos nesta vida. Esse Orisha também vai ser o intermediário perante Deus, das nossas andanças no mundo. É quem vai dar contas perante Olodumaré por nossas obras boas ou más e quem vai interceder e para que as sanções sejam menores. O iniciado terá de saber o que espera do Orisha, é que ele não ira fazer tudo por si, pois, caberá a si, fazer esse caminho. Não há crime sem castigo. Há quem crê que podem fazer tudo o que desejam, porque pensam que o Orisha vai-lhes permitir uma série de coisas. Se entende que o Orisha esta aqui para resolver ações mal feitas, mas nesta religião não é assim. Como dizem os mayomberos desta nossa religião o Orisha é lento e vagaroso como um elefante, o que quer dizer que lentamente vai esperando o momento para ensinar o nosso erro. Um iniciado pode procurar também lucro económico, o qual é um erro, já que esse não é a base da nossa religião, e sim pelo contrário fala de ser desprendidos quando alguém chega a nós com uma necessidade. Esta religião não dá riquezas. É uma religião do mundo, já que neste é onde vivemos, e, porque tanto temos que aprender a viver em ele.

QUAIS AS FUNÇÕES E OS DEVERES DA OYUGBONA?


O Iyawo vai ao pé do anjo da guarda da pessoa escolhida como Oyugbona, com o prato, dois cocos ou dois Obi Kola inteiros, 2 velas e o direito (dinheiro), e perguntar se a pessoa pode ser a sua Oyugbona para o futuro Iyawo, seja numa cerimónia de consagração de Ifa ou Osha (Se esta for a Regra da Casa). Numa cerimónia de colares ou de iniciação a sua função é de assistir a madrinha ou padrinho nas cerimónias. Se é uma iniciação deve ir com o Iyawo fazer o registro de entrada e marcar o ebbó, através de Ochá. É chamada para verificar os fundamentos do Iyawo, e deve ter em mente as coisas que o Iyawo vai necessitar no dia do rio e os detalhes da cerimónia. Deve deixar tudo preparado para o dia da iniciação, já que é chamada para facilitar tudo ao Oriaté em Osha e ao Awo que dirige nas cerimonias do dia seguinte (o dia da iniciação). Tem que fazer as rogações ao Iyawo, assistindo todos os dias que esteja na esteira. Deve estar no quarto de iniciação, já que esta será a pessoa que fará todo o trabalho e de buscar tudo o que faça falta no quarto (Bodun). Tem que estar atenta de tudo o que suceda no quarto, e que não falte nenhum detalhe, que possa escapar a outros. É a encarregada de dar banho e vestir o Iyawo e de trazer a sua comida. Deve estar atenta ao que possa falta no dia do Ita. É a pessoa encarregada de levar ao Iyawo a praça e ao mercado em Osha. De aqui em diante é quem dará obi aos Osishas do Iyawo e quem rogará a cabeça, a menos que o padrinho decida outra coisa. Acomoda aos Orishas para o aniversário do afilhado. Pode delegar aos outros, funções triviais, mas as principais que tocam, não as pode delegar, para isso que é Oyugbona. Em muitas casas, depois que se toca ao anjo da guarda do padrinho, é regra tocar ao da Oyugbona. Finalmente a Oyugbona é uma pessoa muito importante, já que está tem a responsabilidade de verificar o que falta numa cerimónia e dar assistência ao Iyawo em muitos aspetos. 

QUEM É A OYUGBONA?


A Oyugbona é a segunda pessoa que manda numa iniciação ou cerimonia. Ao terminar é a pessoa que assiste ao Oriaté. Também o significado literal em Yoruba é: Ela que vigia o caminho. 

O QUE SÃO OS BÚZIOS?


São os búzios abertos que dão caminho e solução aos problemas do consulente, através de receitas de banhos, oferendas ou ebós (limpeza corporal de energia negativa).  O Santeiro (pai de santo) que interpreta a leitura de búzios (o que lê os resultados do Odu), deve estar de corpo limpo, purificado com banhos, se abster de carnes e bebidas alcoólicas, assim como de relações sexuais, para estar apto a se comunicar com os deuses Orichas e assim, melhor interpretar e traduzir as receitas e conselhos aos seus filhos e pessoas que buscam o socorro e o alivio para suas dores morais e físicas.

QUEM É ELLEGUÁ?


É o Orisha que tem as chaves do destino.  É o dono dos caminhos e mensageiro de Olofi, têm o privilégio de ser o primeiro em tudo. Muito se fala de Eleggwá que é o senhor e dono de todas as oportunidades da nossa vida, e que é ele que abre e fecha todas as portas dos nossos desígnios e também o encarregado de fazer cumprir as leis sagradas de nossa Mãe Terra. Também temos em mente que será Eleggwá um Oricha sendo o dono de todos os caminhos e portas deste mundo, é ele o fiel depositário do Ashe da nossa vida. Ellegua se veste com as cores vermelho e negro, ou branco e negro e codificam a sua natureza contraditória do seu ser. O rato é uma das imagens que representa Ellegua não sua mais infinita procura de caminhos, que sempre os encontra. Em particular, Elegbara aparece na encruzilhada dos humanos e do divino, pois ele é o Oricha infantil e o mensageiro entre os dois mundos (a terra e o céu). Têm uma relação boa com todos os Orichas, mas a mesma é muito mais estreita com Changó e Orumila. Nada neste mundo se pode fazer sem a sua permissão, pois ele é sempre o primeiro a comer. Por isso Elegua sempre é chamado em primeiro lugar quando se faz um sacrifício, pois ELE é quem abre as portas entre os dois mundos e abre as portas e os caminhos na nossa vida. Elegguá se reconhece a si mesmo pelos números 3 e 21, e ele é a nossa sorte e destino, com ELE tudo se alcança, e sem ELE nada se consegue. Quando pedimos um conselho a Eleggwá e ele nos fala e nos dá os seus conselhos, esses conselhos, temos a segurança que é o nosso espírito interior quem nos fala através dos Oráculos.

QUANTOS ORISHAS EXISTEM NA RELIGIÃO YORUBA?


201 divindades são as pertencentes ao panteão Yoruba, mas na América só perduram até hoje, aproximadamente uns trinta Orishas dadas as características do ritual.

O QUE É O ORÁCULO DE IFÁ?


Oráculo supremo mediante o qual o Babalawo se comunica com Orula e com as divindades do panteão Yoruba, personifica a sabedoria e a possibilidade de influir sobre o destino.  Utilizam a cadeia ékuele e o tabuleiro de ifá com ikines.

QUEM SÃO OS BÚZIOS NA RELIGIÃO YORUBA?


Os Cauris são parte do Orisha, transmitem a profecia personalizada através do “Diloggún” e os seus “Oddus”. É um sistema numérico interligados a pataki que estabelece uma relação entre os feitos narrados e os problemas que podem ter a pessoa que se consulta.

O QUE É UM BABALAWO?


A Regra de Osha ou Santeria está interligada com Orúnmila ou Ifá.  Os babalawos têm uma consagração adicional de Orúnmila. Entregam os devotos “Mão de Orula” ( Ico-fá (mulher), Awo-faca (homem) de Orula ) e diversas divindades, mas não consagram “Osha” aos seus afilhados.  Se reúnem em Concilio com a finalidade de apresentar as previsões de Orula que se cumprem inexoravelmente.

QUEM SÃO OS ORICHAS?


São divindades ou energias superiores que regem os nossos destinos, transcendem as nossas faculdades sensoriais, e são intermediários de Deus.

POR QUE ESSES NOMES TÃO ESTRANHOS PARA DENOMINAR DEUS E AS FORÇAS SUPERIORES? 


OLODDUMARE está composto no dialeto Yoruba por: OLO eterno DDU tempo MARE criar estabilidade este é Deus. OLOFI significa OLO extensão FI espaço de este mundo. OLORUN no continente africano há pessoas que não conhecem, e nem adoram outro Deus que não seja o Sol como ele, e se chama LORUN.

O QUE SIGNIFICA A EXPRESSÃO OLODDUMARE - OLOFIN- OLORUN? 


Oloddumare é a criação = Deus Todo poderoso Olofin e Olorun é o Sol, e são tendências diferentes da divindade que se integram em uma somente entidade. Penso que para chegar a entender todo o que é relacionado com Oloddumare se têm que analisar todos os nomes correlativos de esta “Divindade”. Os nomes que vamos analisar deixam uma ideia muito clara de quem é “Oloddumare”, eles marcam uma definida intenção dos conceitos do “Ser Supremo” (Oloddumare).

 

(1) Oloddumare: É a Origem de outra palavra, não é fácil determiná-la mas entre os maiores de nossa crença confirmam que este nome esta enraizado em uma que têm grandeza, magistralidade eterna e qual o homem pode depender em o todo momento. 

(2) Olorun: Este nome se explica por si mesmo: significa o dono de Orun (os céus de cima) o Sr. que é dono de todos os céus (universo).

(3) Eledaá: Significa o “Criador”. O nome diz e sugere que o “Ser Supremo” foi e é o responsável de toda a criação. Ele foi o que existiu e é a fonte de todas as coisas. 

(4) Alaaee: Esta vocábulo implica o “ser que sempre está vivo”, isto é concebido por os maiores ancestrais de nossa crença que ele “espírito que sempre existiu”. Em outras palavras, o “Ser Supremo” nunca morre. Esta é a razão por que os antigos sacerdotes diziam: A ki Igbo Iku” (nunca havemos ouvido da morte de Oloddumare).

(5) Elemii: Ele que é dono da vida. Este nome aplicado ao “Ser Supremo” sugere que todas as criaturas, animais, plantas lhe devem o alento da vida a Olodumaré. Em outras palavras sem a permissão de Ele nada tira a vida. Quando o dono da vida retirar o seu alento de os seres vivos, eles morrerem e então, é Ele quem planifica o futuro dos espíritos de eles. Os maiores de nossa crença em tempos passados o agregaram a ele que antes disse: (Bi Elemii ko ka ba, emi eo se eei tabi eeini)  “Se o sono da vida não nos deixa já e o haré isto ou aquilo”. 

(6) Olojo Oni: É dono e o controlador de este dia, e o que se passa em este dia, chama-lo o dono da vida ou controlador do dia, reflete a dependência que os seres humanos têm em Olodumaré, e é o supremo sobre todas as coisas. Dos estudos realizados de todos estes nomes, chegamos a conclusão que “Olodumaré” foi concebido por os antigos como o criador dos Céus e da terra, aquele que têm eterna magistralidade, e goza de eterna grandeza. Ele que têm um tabernáculo nos céus com os homens. Ele é o senhor que determina o destino dos humanos, “Ele” não perde o contacto connosco os humanos porque nós somos fragmentos de Olodumaré cada um individualizados e que queremos chegar a uma verdadeira união, teremos que formar uma unidade. 

 

“Ache Olorun tobi” (a obra de Deus é grande). Olodumare é único. 

EM QUE SE FUNDAMENTA A SUA CRENÇA RELIGIOSA?


Doutrina africana animista pela sua crença que afirma que todo o ser natural está vivificada por um espírito, e é uma religião monoteísta que reconhece um só Deus Criador de tudo o existente e que possuem práticas politeístas. A nossa crença baseia fundamentalmente na família e a sua hierarquia agarrada as leis dos nossos antepassados. Religião que nos aproxima tanto a vida como a morte, e que nos leva a unir o mundo material como o mundo espiritual. Definimos como uma cultura aberta ao que de bom existe noutras religiões e recetiva aos fundamentos e obrigações perante a sociedade. Acreditamos em guias ou Orichas que nos ajudam a libertar os nossos bloqueios, que surge na nossa caminhada da vida. Obrigações e oferendas fazem parte de uma necessidade evolutiva que nos leva a ter mais perto o ashé (energia) da natureza em que no seu equilíbrio levará o ser humano a ser mais feliz e a ter a paz necessária consigo e os outros.

O QUE SÃO OS COLARES?


Os colares são de varias cores e correspondem e simbolizam cada Oricha. É óbvio que os colares são resguardados e que vitalizam-se depois de haver passado pela cerimónia de receber os colares, que é o segundo passo do Santeiro. A imposição dos colares é uma forma de nos identificar com o nosso Oricha e de dar inicio a um processo de iniciação na Santeria. Esta cerimónia se prepara quando coincide com uma cerimónia de Santo. A imposição dos colares é tão complicada que quase nunca se prepara com o só propósito de receber colares. Esta cerimónia se prepara quando coincide com uma cerimonia de Santo. O Padrinho coordena a cerimonia dos colares com a cerimonia de alguém que esta preparando para receber o Santo. Desta forma, as elaboradas preparações se aproveitam para as cerimónias. Esta cerimónia começa depois que o Padrinho através dos búzios, que servem de oráculos a esta religião, determina qual o Oricha é o protetor do iniciado. (Este Oricha em terminologia corresponde o Anjo da Guarda de cada um, sendo o Oricha do qual é o filho). 

A cerimónia se desenrola num quarto fechado onde se encontram vários Santeiros e específicos atributos da cerimónia. Cada passo é premeditado e cada artigo do quarto tem a sua razão de ser. Até o vestuário de cada pessoa é cuidado de acordo com as muitas regras desta religião. Na cerimónia, alem de preparar os colares, se escolhem as ervas e sacrifícios de animais e também se despoja do iniciado de todas as más influencias. Este despojo se caracteriza com o ato de cortar a roupa que tem posta pois ao receber os colares e banhando com as águas preparadas com vários ingredientes que se ocultam zelosamente pelos Santeiros.   

QUEM SÃO OS YORUBÁS?


Os Yorubas são os integrantes de um povo africano, situado a sudoeste da Nigéria e na região limítrofe com a atual República de Benin, Togo e Gana, na Africa ocidental. Os iorubás ou iorubas (em iorubá: Yorùbá), também conhecidos como ou yorubá (iorubá) ou yoruba, são um dos maiores grupos étno-linguístico ou grupo étnico na África Ocidental, composto por 30 milhões de pessoas em toda a região. Constituem o segundo maior grupo étnico na Nigéria, com aproximadamente 21% da sua população total.

A maioria dos iorubás fala a língua iorubá (iorubá: èdèe Yorùbá ou èdè). Vivem em grande parte no sudoeste do país; também há comunidades de iorubás significativas no Benin, Togo, Serra Leoa, Cuba e Brasil. Os iorubás são o principal grupo étnico nos estados de Ekiti, Kwara, Lagos, Ogun, Ongo, Osun, e Oyo. Um número considerável de iorubas vive na República do Benin, ainda podendo ser encontradas pequenas comunidades no campo, em Togo, Serra Leoa, Brasil e Cuba. Bem como tendo acesso ao mar, eles compartilham fronteiras com os Borgu (variadamente chamados Bariba e Borgawa) no noroeste, os Nupe (que eles chamam muitas vezes, "Tapa") e os Ebira no norte, os Edo que também são conhecidos como Bini ou povo benin (não-relacionado com o povo da República do Benin), e os Ẹsan e Afemai para o sudeste. Os Igala e outros grupos relacionados, encontram-se no nordeste, e os Egun, Fon, e outros povos de língua Gbe no sudoeste. Embora a maioria dos iorubás vivam no oeste da Nigéria, há também importantes comunidades yorubás indígenas na República do Benin, Gana e Togo. A maioria dos iorubás é cristã, com os ramos locais das igrejas Anglicana, Católica, Pentecostal, Metodista, e nativas de que são adeptos. O islamismo inclui aproximadamente um quarto da população iorubá, com a tradicional religião iorubá respondendo pelo resto. Os iorubas têm uma história urbana que data de 500 d.C. As principais cidades iorubás são Lagos, Ibadan, Abeokuta, Akure, Ilorin, Ogbomoso, Ondo, Ota, Shagamu, Iseyin, Osogbo, Ilesha, Oyo e Ilé-Ifè.

O QUE ESPERA UM AFILHADO DE UM PADRINHO?


Que saiba desta religião, a menos que a pessoa nos tenha dito abertamente que não sabe muito desta religião. Que nos ajude a resolver os problemas que nos surgem. Que nos respeite como pessoas e que entenda que não somos a sua propriedade. Que nos ensine sobre a sua casa ou rama, para aprender como se fazem as coisas. Que seja o suficientemente maduro e honesto para dizer que não sabe algo. Que nos permita aprender de outros se nos apresenta a oportunidade. Que tenha a resposta para todas as nossas perguntas. Que não se meta em nossas questões a menos que o peçamos.

QUE ESPERA UM PADRINHO DE UM AFILHADO?


Um padrinho ou madrinha, espera que sejamos muito religiosos antes de tudo e respeitosos pelo seu anjo da guarda. Espera que sejamos obedientes e discretos, sobre tudo em esse primeiro ano de iniciação, que é tão importante. O afilhado representa o seu padrinho e essa casa religiosa, para o bom ou o mau. Deve haver uma comunicação efetiva entre ambos, já que esta relação é por toda a vida. O afilhado deve aprender a conhecer os distintos estados de ânimo dos seus padrinhos, já que isso garanta uma relação cordial e duradoura.  O afilhado ou afilhada deve manter em total segredo de tudo o que o padrinho fale a outro afilhado no dia do Ita. O afilhado deve aprender e ver a forma de assistir as cerimónias em casa do seu padrinho sempre e quando o convidem. É importante que o afilhado recorde sempre os aniversários dos seus padrinhos. O afilhado deve recordar que há outros afilhados em casa e que deve evitar a todo custo, criar ciúmes entre os seus abures (irmãos) religiosos.  De igual forma devemos mencionar as coisas que não se devem esperar de um afilhado, e que um afilhado não tem que viver ajudando o seu padrinho economicamente, não tem que fazer agradecimentos constantes. Também tem que viver fazendo as tarefas domésticas, e há de recordar que esta religião, não é uma escravatura. De um afilhado se deve esperar o mesmo que um filho, e os filhos nem sempre estão de acordo com os pais, e tomam as suas próprias determinações. 

COMO SE ENTRA NA RELIGIÃO YORUBA?


Seja por uma revelação (sonhos, mensagens, etc.), ou através do oráculo de Ifa ou Osha, ou por desejo próprio de iniciar-se na religião.  A maioria parte das vezes é pelo decreto do oráculo de Ocha. Estas são algumas das hipóteses que existem para que um crente encontra-se com a sua verdadeira natureza espiritual. O destino é uma das possibilidades que existem no caminho dos crentes e uma forma mais "natural" de nos encontramos com Olodumaré.

O QUE É UM INICIADO OU UM IYAWO?


Aquele que se inicia em Ocha ou Ifa, no seu primeiro ano de iniciado (Ocha) o conhecemos como por Iyawo.  Em alguns casos somente durante três meses em algumas casas, mas o normal é um ano, e só depois de ter completado o seu término o conhecemos como Babalosha ou Iyalosha no caso de Osha e awo ou Babalawo no caso de Ifa.

PORQUE SE USA O COCO NA SANTARIA?


O coco é usado tanto pelo Santeiro que também pelo Babalawo, e com eles perguntamos aos Orichas o que é que desejam.  O coco também se pode usar alguém que não tenha feito santo mas que já tenha os seus colares ou os seus guerreiros.  O coco se conhece como Obi e é um dos Orichas menos conhecidos. O oráculo do coco se acompanha de cinco letras que são Alafi, Itagua, Elleife, Ocana Sordi e Ocana Oyekun.

O coco é usado tanto pelo Santero que também pelo Babalawo, e com eles perguntamos aos Orichas o que é que desejam. O coco também se pode usar alguém que não tenha feito santo mas que já tenha os seus colares ou os seus guerreiros. O coco se conhece como Obi e é um dos Orichas menos conhecidos. O oráculo do coco se acompanha de cinco letras que são Alafi, Itagua, Elleife, Ocana Sordi e Ocana Oyekun. Para preparar o coco para a adivinhação se têm que partir um coco seco e de ali retirar os quatro pedaços que se vão usar, e se recomenda usar os pedaços grandes. Quando estamos preparados para atirar os cocos se coloca em frente do Oricha ao qual se vai perguntar. Deve-se refrescar o coco com água, se reza ao santo e tirar-se do coco algumas lascas depende do numero do Oricha.

 

 

|
Escrito por Okanbi / Omo Aggayú
Categoria:

Orichas - Iku lobi ocha

Egguns (Mortos)

Os mortos (ikús) os espíritos que nos rodeiam (egguns) devem ser atendidos, com o mesmo respeito tanto como aos SANTOS (Orishas). A reverência aos antepassados é um dos pilares das religiões africanas. Na religião Yorubá o “morto pariu o santo” (ikú lobi ocha) e antes de invocar e pedir permissão (moyugbar) e saudar os Orishas há que invocar os mortos. Isto se deve a que todos os Orishas foram seres vivos originalmente como os santos católicos e depois de mortos foram dados o título de santo pela vida que levaram aqui na terra, tal e o caso do Orisha Changó que foi quarto rei de Oyó (ile Ife) na atual Nigéria.

Os Egguns comem antes que Elegguá e separados dos Orishas. Em determinadas cerimónias são oferecidas uma vela (ataná), coco (obi) em nove pedaços que é a marca do morto, água fresca (omi tutu), aguardente (otí), café (omi bona), tabaco (achá), pimenta da guine (ataré), e se utiliza a cascarilha (efún). Esta oferenda se situa no piso fora da casa ou num canto interior no caso de não existir pátio e se dispõe dentro de um círculo ou retângulo (atena) desenhado com cascarilha. A cerimónia se inicia com a moyugba correspondente e a declaração do sentido da oferenda. Isto se pode realizar mesmo com coco fresco aos mortos o qual se faz em pequenos pedaços que se atiram no interior da figura traçada no chão dizendo “alfaba iku, alafaba ano”.

Esta oferenda e obrigatória quando se vai sacrificar um animal de dois ou quatro patas. Ao terminar se pergunta aos egguns se receberam a oferenda, se dão a sua conformidade e donde se devem levar os restos. Isto se faz com quatro pedaços de coco fresco seguindo as regras para a leitura do coco. Outros religiosos dizem que os mortos não devem comer no interior das casas porque a sua comida se deve servir fora de casa. Aos mortos se pode oferecer água, pão, bebida, tabaco e alimentos cozinhados sem sal. Tudo isto se situa num prato e acende-se uma vela, no dia seguinte se faz a moyugba e se pergunta mediante os cocos qual o caminho que se deve dar a comida, esse pode ser no monte (nigue), no lixo (ikún), no rio (ilé oshún), e assim sucessivamente. Os presentes nestas cerimónias com os mortos devem ser marcados com uma cruz de cascarilha na frente como proteção.

As flores constituem uma oferenda que alguns oficiantes (olochas) colocam devido à essência do fluido espiritual. Quando a alma de um defunto, apesar de estar bem e atendido, oferece a sua presença continuamente, Oyá-Yansa (dona e porteira do cemitério) ordena que se faça uma fogueira no pátio porque o fogo assusta os mortos e os aleija, no entanto, não queima. No espiritismo a parte espiritual e o tratamento que se brinda aos espíritos e distinto, varia de acordo ao que seja espiritismo puro ou influído por Ocha, ou Palo, ou outra religião. Em alguns casos os espíritos se atendem com uma “sessão espiritual” que se constrói mais ou menos completa segundo o que requer o quadro espiritual da pessoa. Em um dos copos de água que colocamos na sessão se coloca um crucifixo. Um espiritista será quem determina definitiva a sessão e poderá abrir uma cerimónia espiritual que se realizará em algum lugar. A reunião espiritual contribui para fortalecer os guias e protetores da pessoa, que pode ser conhecida ou não, e entre os quais se incluem os seus familiares mortos. Quando um crente desconhece o seu quadro espiritual, pode invocar as suas proteções com nomes temporalmente designados até investigar.

Uma atenção aos copos com água na sessão, não se devem colocar flores ainda que alguns olochas o fazem. No espiritismo mais puro, a cerimónia de invocação se faz mediante oração e cantos. São muito utilizadas as orações ao Anjo da Guarda, aos guias e protetores segundo os conceitos Cardecianos.

No espiritismo praticado em Ocha se utiliza o copo de água, a água bendita, perfume, velas, flores e determinadas ervas para despojos. Também se pode utilizar a cascarilha como filtro protetor assim como o tabaco e a aguardente segundo os gostos do morto. Em algumas sessões espirituais as pessoas que incorporam entidades espirituais se chamam instrumentos de cavalos (médium espírita de incorporação), ou sejam, passam a montarem mortos, e pedem tabaco e aguardente ao serem possuídas os quais falam por esses espíritos. No campo espiritual também se conhece uma missa espiritual ou a missa católica na igreja. Ambas formas começam em darem luz aos mortos e elevá-los. Se há algum entrave por um morto obscuro, ou um enviado por um caldeirão de palos ou mayombe, este deve ser eliminado primeiro no seu aspeto espiritual mediante reconhecimento, despojos, passe, missas, etc. e depois fazer o rompimento no campo material com ebbos, purificações e banhos. A relação entre o espiritismo e a religião Yorubá e lucumi é muito estreita porque sem a atenção dos mortos nada sai bem, pois, o morto é o primeiro.

“Maferefún egguns"

Okanbi

Com a bênção do meu Pai Aggayú e Yemanjá.

Para qualquer outra questão sobre este texto, pode-nos escrever para o nosso correio eletrónico e darei mais explicações ou retirarei dúvidas.

 

 

 
 
|
Escrito por Okanbi / Omo Aggayú
Categoria:

Orichas - Ikú lobi ocha

Sessão ou Boveda Espiritual

Aqui deixo uma breve explicação de como se desenvolve uma sessão espiritual, baseando em testemunhos e por experiência própria. Levanto um pouco do véu do que se passa numa sessão espiritual e como devemos procurar nesta sessão os nossos guias e espíritos do passado. Deixo aqui claro que isto que descrevo não passa do meu ponto de vista, e não será regra tudo aquilo que escrevo e coloco aqui. Cada médium espírita terá o seu próprio método, e como tal poderá variar. Em seguida deixo a explicação das missas existentes.  
 

RESUMO:

Qualquer que se encontre apto para receber e transmitir as comunicações dos Espíritos é, por isso, um médium, seja qual o meio utilizado e o grau de desenvolvimento das suas faculdades, desde a mais simples influencia oculta até a produção dos mais insólitos fenómenos. Sem embaraço, no uso corrente, o vocabulário tem uma aceitação restringida e se diz geralmente das pessoas dotadas de uma capacidade muito grande para a produção de efeitos físicos, como para a transmissão do pensamento dos Espíritos pela escritura ou pela palavra. (Allan Kardec, Revista Espírita, fevereiro, 1859).

Se o médium é de baixa moral, os Espíritos inferiores veem a agrupar-se ao seu redor e estão sempre prontos para tomar o posto dos bons Espíritos que se tenham chamado. As qualidades que preferencialmente atraem os Espíritos bons são: a bondade, a benevolência, a sensibilidade de coração, o amor ao próximo, o desprendimento das coisas materiais. (Allan Kardec – O Livro dos Médiuns, pergunta 227).

A sessão espiritual é parte de quem desenvolve a regra de Ocha ou o Palo, é como a parte que esta no meio entre os santos e a nganga. Não tendo as três que se relacionar entre si. É um centro de poder donde coincide diferentes espíritos servidores de distintos funções e interesses, cujos poderes podem ser evocados por um devoto em benefício seu, da sua família, ou de aqueles a quem deseje realizar uma obra de caridade. Se compõem de nove copos com água, um copo de cristal transparente com água, um rosário e uma cruz ou crucifixo, preferencialmente de madeira (estes integram o Cristianismo). Outros elementos são: flores, nas ocasiões que se indicam, uma vela cuja cor será branca ou outras cores segundo se indique. Também de acordo a diferentes missas de investigação são realizadas se agregam imagens ou objetos, para que um morto em especial vibre no trabalho e se identifique com ele.

 

A sessão deve ser consagrada, por quem está na capacidade de realizá-lo. “Porque donde estão dois ou três congregados no meu nome, ali estou no meio de eles." (S. Mateo: 13:2O). A Missa Espiritual começa com a leitura de orações de amor ao Pai Celestial e outras de carácter laudatório e de invocação aos espíritos, aos que se chama para que aproximem. Uma vez concluídas estas primeiras rezas, em que se incluem o Pai-Nosso, Ave-maria, etc., se considera estabelecida a comunicação e se tem o consentimento para a abertura da sessão. Os assistentes se sentam em torno da mesa que constitui o elo principal do altar. Se cobre com uma toalha branca e encima se colocam os objetos que adornam a sessão, dirigida aos espíritos guias que veem por distintos médiuns presentes na sessão.

 

A ambos lados da mesa-altar se sentam os principais médiuns. A sessão deve estar num silêncio e a mesa com a sua parte posterior apoiada contra uma parede. A presença dos copos com água significa a assistência aos espíritos protetores, guias e de trabalho, e a sua finalidade consiste em erigir-se em elementos de comunicação. A vela será acesa ao começo da missa e se deixará consumir na sua totalidade, mas deverá ser substituída caso termine antes que tenha finalizado a sessão. As orações pelos espíritos que acabam deixar a Terra, não só têm por objetivo dar-lhes testemunha da sua simpatia, senão que também tem por objetivo a ajudá-los ao seu desprendimento, portanto, aliviar a turbulência que segue sempre a separação e dar-lhes mais calma ao despertar.

Por está como em qualquer outra circunstância, consideram a eficácia da oração e na sinceridade do pensamento e não na abundância das palavras ditas com pompa, nas quais muitas vezes o coração não integra nenhuma parte. Regem cada um segundo as suas convicções e do modo que mais lhes convenha, pois, entendo que um bom pensamento vale mais que mil palavras. O objetivo da oração é de elevar as almas a Deus, porque a diversidade das mesmas não estabelece nenhuma diferença. Entendemos que todas as orações são boas quando ditas com o coração e não com a boca, ao que se acrescenta: “Deus é demasiado grande para não ouvir a voz e o lamento de quem implora.”

EXISTEM DIFERENTES TIPOS DE MISSAS:  

DESENVOLVIMENTO: é o trabalho que se realiza com pessoas que começam o caminho do espiritismo, com elas praticam-se e desenvolve, e se instruí de como se realizam, guiando na sua aprendizagem, a forma de trabalhar, a comunicação com os espíritos e a forma mais adequada para se comunicar com os seus próprios guias. Estas missas são dirigidas por um espírita com conhecimento do trabalho espírita, as pessoas que integram este tipo de missa, são pessoas que acontecem feitos raros internos ou externos que escapa a lógica, ou hão logrado sem querer uma comunicação com os espíritos.

 

INVESTIGAÇÃO: como a palavra diz é investigar, no trabalho, os médiuns que dizem a pessoa os problemas que tem, e os porque, e como evitar no futuro, dando conselhos, também marcando uma limpeza da negatividade que tenha a pessoa. Se esta negatividade é causada por um espírito, então damos luz, através de orações e missas, assim ira elevar-se. Aqui se mostra com o trabalho quais os espíritos que compõem o seu quadro espiritual e os diferentes guias e protetores.

 

A UM FAMILIAR MORTO ou COROAÇÃO: aqui também se apresentam os seus guias e protetores, qual é o motivo da sua missão, em que esta missa a eles se lhes dá uma ordem hierarquia, e que todos temos quadros espirituais distintos, e nele se coroa um espírito. Para esta coroação se coloca de pé e se determinara o guia principal que comandara desde este dia o seu quadro espiritual. Existem muitas razões para realizar uma missa espiritual, e estas são algumas delas.

 

1. Dar a conhecer as entidades do Quadro Espiritual da pessoa, dos passos que a pessoa religiosamente e da importância que isto significa para proporcionar que alcance o seu destino na terra.

2. Proporcionar a organização das energias do Éggun para que trabalhem unidas em forma cooperativa.

3. Investigar se a pessoa tem transtornos espirituais latentes, que estão por manifestar-se.

4. Investigar se a pessoa tem dividas contraídas com o Éggun.

5. Investigar o nível de compromisso que poderia ter a pessoa com o Éggun, os Espíritos dos seus antepassados, inclusivamente a longo prazo.

6. Conhecer sobre as entidades principais do seu Quadro Espiritual da pessoa.

7. Determinar as medidas preliminares ou as medidas básicas que a pessoa deverá tomar, para começar a atender ao Éggun sem nunca antes o havia feito, ou para atualizar esta atenção, ou para renová-la.

8. Determinar que medidas são necessárias cumprir para impedir o acesso de energias perturbadoras na pessoa, no período de tempo que fica por diante para Yóko Ósha.

9. Efetuar a cerimónia da “Coroação espiritual” da pessoa.

 

Okanbi,

Com a bênção do meu Pai Aggayú e Yemanjá.

Para qualquer outra questão sobre este texto, pode-nos escrever para o nosso correio eletrónico e darei mais explicações ou retirarei dúvidas.

 

|
Escrito por Okanbi / Omo Aggayú
Categoria:

Orichas - Ikú lobi ocha

Quem são os Orichas

A influência fundamental dos Yorubas sobre nós, foi exercida através da sua religião e da sua imaginação. O seu panteão de divindades e Orishas continua a ser vivo e influente, e motivou o interesse dos estudiosos. Em África cada Orisha estava vinculado a uma região ou aldeia, já que se tratava de povos distantes e autónomos que viviam em economias fechadas.

Assim o culto a estes Orishas era local. No território Yoruba se adorava Changó em Oyó, Yemayá em Egba, Oggún em Ekití e Oridó e Ochún em Ijebu. Aliás, estes cultos locais, havia alguns Orishas que eram adorados por todas as tribos de uma região, como Obatalá, de quem todos os governantes Yorubas se consideram descendentes. A importância ou posição de um Orisha depende de grandeza da tribo que o adorava, ou de quantas tribos o adoravam. Em quase todos os casos, os Orishas são homens divinizados depois de mortos. O Orisha é uma força pura, imaterial, que somente pode ser percebida pelos humanos, se ele tomar a possessão de um deles. O candidato desta possessão, é elegido pelo Orisha, é um dos seus descendentes.

 

OS ORISHAS MAIS CONHECIDOS SÃO OS SEGUINTES:

 

AGGAYU

aggayu

(São Cristóvão) o Orisha da terra seca, do deserto. Patrono dos caminhantes, dos automobilistas, dos aviadores e dos estivadores. Patrono da cidade de Havana (Cuba). Os seus dias são as quartas-feiras e a sua festa se celebram no dia 16 de novembro. É considerado para muitos o pai de Changó, e é conhecido como o gigante de Ocha.

dillogun (búzio) Saiba mais

BABALU AYÉ

babalu ayé

(São Lázaro) Orisha das doenças venéreas, da lepra, da varicela e, em geral das infeções que aparece no ser humano. O seu dia é a quarta-feira e a sua festa se celebra no dia 17 de dezembro.

dillogun (búzio) Saiba mais

OLOKUN

olokun

OLOKUN, oricha de grande importância, ainda pouco conhecido por muitos praticantes, porém, muito difundido e adorado na Nigéria. Estas crenças, em geral, são fundamentadas em algo original ou histórico, e em África existem inúmeras. 

dillogun (búzio) Saiba mais

CHANGÓ

chango

(Santa Bárbara Bendita) Orisha maior, Deus do fogo, do raio, do trono, da guerra, dos ILÚ BATÁ (tambores) do baile, a música, e da beleza viril. Patrono dos guerreiros e das tempestades. O seu número é o 6 (Obbara). Os seus dias são as quartas-feiras e todos os 4 de cada mês. O seu dia é o 4 de dezembro. Este Orisha, é considerado dono de todas as mulheres, pois, viveu amores com todas as Orishas. 

dillogun (búzio) Saiba mais

ELEGGUÁ

elegguá
(Criança de Atocha e São António de Padua) Elegguá é filho de Okuboro que era rei de Añagui. Na entrada das casas reside Elegguá, para proteger o refúgio familiar da entrada de Echu, o vagabundo que leva consigo os problemas. As cores de Elegguá são o vermelho e o negro, que representam a vida e a morte. 

dillogun (búzio) Saiba mais

JEGUÁ

jégua

Muitos na nossa crença tem a noção de que Oya-Yanzan é a que manda e rege o cemitério, no entanto, não é assim. E ela quem recebe o cadáver na porta do cemitério, mas a dona daquele local sacro é Jegua. A ela Olodumaré impôs-lhe viver neste tenebroso lugar por uma falta cometida ao ter amores secretos com Changó, o qual lhe era proibido naquele tempo. 

dillogun (búzio)Saiba mais

IBEYIS

ibeyis

(São Cosme e São Damião) os Gimaguas celestiais, que gozam do amor filial de todos os Orishas, são considerados patronos das crianças e geralmente vivem nas palmeiras, e foram eles quem venceram o diabo.

dillogun (búzio) Saiba mais

YEMANJÁ

yemanjá
Na África, o orixá que reina nos oceanos é Olokun e, segundo consta, é o pai de Yemanjá. Ela, por sua vez, fixou o seu reinado nos lagos (de água doce e salgada), enseadas, quebra-mares e na junção entre rios e mares. YEMANJÁ (Ye + omo + eja = mãe dos filhos peixes) ou, Yèyé omo ejá (Mãe cujos filhos são peixes).

dillogun (búzio) Saiba mais

OCHÚN

ochún
Yalorde é um dos tantos nomes porque se conhece a Ochún. Este nome significa Rainha e a deusa do mel e com esse néctar pode retirar Oggún do monte. As demais santas o tentaram e não puderam, e quando ela pediu permissão a Olofi para fazer, todas as orishas gozaram com ela.

dillogun (búzio)Saiba mais

OGGÚN

oggún
Este Oricha em torno o qual, se tem elaborado tantas histórias distintas, teve uma missão muito importante na religião Yorubá, porque ele é o Ochogun de todos os Orichas (o encarregado de dar-lhes de comer). Com a sua faca se mata e isso não é outra coisa que não seja a representação de Oggún no Santo.
 

dillogun (búzio) Saiba mais

OIA IANSÁ

oia iansá
Oyá Iansa é o nosso credo, é um dos cinco elementos mais importantes nesta vida. Ela é a secretária de Olofi porque é a primeira que sabe todo nesta vida, pois é o ar. Imaginem o que seria de este mundo em que vivemos sem o ar que respiramos, o que seria das plantas e todo o que necessita de ar para viver.

dillogun (búzio) Saiba mais

INLE

inle

Vamos falar de Inle que é considerado um Oricha que se deve coroar como Yemanjá. Inle era médico, pescador, caçador e adivinho como Ucuele, não era Babalawo, mas tinha a virtude de Olofi de que fora essas coisas todas. Todo o que fazia saí bem, pois, tinha essa virtude, mas a sua verdadeira função era ser pescador.

dillogun (búzio)Saiba mais

OBATALA

obatalá
É o criador dos demais Orichas. Em Obatalá esta representado a criatividade do resto dos Orichas. Quando Olodumare criou a vida humana na terra, fez Obatalá a sua semelhança (equivalente a Adão) e o encarregou de velar pelo planeta e as suas criaturas. Ele dirige este mundo e cuida que tudo saía bem.

dillogun (búzio) Saiba mais

OBI

obi

Um dos Orichas menos conhecido na religião Yorubá é Obi, que simboliza o coco. Quando este Oricha passou pela terra na sua primeira vida, Olodumaré deu-lhe um lugar de muita importância entre o seu reino. Obi era branco por fora e por dentro, significando a pureza de carácter, de orgulho e de vaidades.

dillogun (búzio) Saiba mais

 

OBA NANI

oba nani

Aqui vamos falar de Oba Nani é Obini (mulher) de Alafi (Changó), legitima esposa de Changó. Mulher nobre e boa, filha de Pduá e Yembó. O seu significado na religião Yorubá tem a ver com tudo o que existe neste mundo.

dillogun (búzio) Saiba mais

 

 

OLODUMARÉ

olodumaré

Para os ancestrais Yorubas e, para nós os seus descendentes, a existência de Oloddumare (Ser Supremo) é tão real, como a nós, como povo. É muito raro encontrar entre nós os descendentes dos Yorubas alguém que não acredita em Oloddumare.

dillogun (búzio) Saiba mais

 

OSSAIN

ossain

A palavra Osaín significa conhecedor, médico, começo da vida e eternidade. Isto é assim, porque ele é o espírito que vive em tudo que tem vida na terra e, porque é o médico desta religião. Ele é o dono de todas as plantas, ervas, animais de este mundo.

dillogun (búzio) Saiba mais

OKO

oko

Junto com Olokum é o Oricha mais poderoso neste mundo e um dos mais venerados no panteão Yoruba. Oricha Oko é a terra, pois, certo é uma parte deste planeta em que a outra é a água.

dillogun (búzio) Saiba mais

OCHOSI

ochosi

Ochosi é falar da justiça e da retidão na vida. Ochosi é o único Oricha que é bruxo de verdade na religião Yorubá. É bruxo porque nas suas cerimónias se queima pólvora, que tem a ver com os Mayuberos bruxos. É o salvador de Yalorde.

dillogun (búzio) Saiba mais

Okanbi

Com a bênção do meu Pai Aggayú e Yemanjá.

Foto de Iemanjá, Aggayu, Obatalá e toda a mitologia dos orichas é retratada em série de imagens do fotógrafo James C. Lewis. Fotos retiradas do website http://www.sinuousmag.com/2012/10/yoruba-african-orishas-series

 

 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 
|
Escrito por Okanbi / Omo Aggayú
Categoria:

Orichas - Ikú lobi ocha

Palo Monte

Sou um Santeiro Espiritual, Omo Okanbi, conhecedor do Palo Monte Mayombe Regra Kimbiza Sagrada Sarabanda. Estou ao serviço da humanidade, independente e sento orgulhoso de ser o que sou e levar a religião por todo o mundo. A minha missão é ensinar àqueles que queiram aprender. 

HISTÓRIA

O Palo Monte é oriundo dos povos Bantús, chamados Congos, estes procedem da parte sudeste de África, uma das regiões mais extensas do continente africano. Esta Regra foi o resultado da cultura dos credos bantús, e de distintos grupos étnicos com diferentes graus de evolução e níveis culturais. Pelo ano 1700 saíram de África grupos de tribos Nganga e chegaram a Cuba com o Lucumi, com o Abakua, com o Arara, com o Palo Monte Mayombe, Briyumba ou Brillumba, Malongo, Kimbisa. 

Estas Regras em África eram e são puras, mas em Cuba com a iniciação do crioulo surgiram outras variantes e se cruzaram e nasceu a Kimbiza que significa cruzado é certo que daí nasceu o Palo Monte Mayombe Kimbiza. Do kimbiza é a forma misturada de praticar a religião, ao que se chama Palo Cruzado, que rapidamente se estendeu e superou as outras, e assim se formou o arroz com manga, pois, na nossa crença de Palo hoje em dia há muitíssimas Casas e Linhagens com diferentes trajetórias e sistemas de crenças, assim que a Regra Kimbisa é a mais influenciada por todos os sistemas da crença encontrada em Cuba. O sistema de Kimbisa incorpora na sua fundação as práticas de Palo Monte junto com, crença do Espiritualismo, do cristianismo, de Abakua, de Lukumi, Yoruba e outras muitas mais. 

Como passou isto? os lukumises, Yorubas eram muito esquecidos, mas não os paleros, e os sistemas de Kimbisa, de Briyumba e de Malongo em parte se derivam da rama de Mayombe da Cultura Bantú que possui um carácter definido e forte que eram de origem Congo e com os seus fortes rasgos dominaram o resto dos grupos étnicos que era Mondongo, Bisongo, Timbiseros, Mandingas, etc. trazidos do que são os atuais estados de Zaire, Congo, Angola e Moçambique. Assim que ninguém conservou a pureza da sua origem e, sem embaraço, o kimbisero uso e usa todo o seu alcance para vencer superando todos os obstáculos e estando aqui ainda presente. Estas Ramas e Casas de Palo compartem rituais fundamentais e práticas, mas todas são diferentes, e trabalham e se regulam diferentes entre elas.

UMA PASSAGEM DA HISTÓRIA

Havia uma vez um Congole muito teimoso que a sua Nganga disse-lhe que não devia ir passear no rio, mas como ele era muito “cabeça dura” não lhe fez caso. Sucedeu que chegaram os espanhóis com os seus barcos negreiros procurando e caçando negros para escravizar, e ali estava o pobre ngangulero, o qual foi caçado por desobediente e não fazer caso a sua Nganga. Foi levado para Cuba e ali o escravizaram, e davam diariamente maus tratos. No barco vinham diferentes tribos entre eles o lucumi, e o pobre ngangulero estava deitado na sua esteira e na sua cabana triste e só e recordando a sua família. Recordou a sua Prenda e começou a marcar no chão com o seu dedo a firma da sua Nganga e cantava:

 

" Río Bakua... Río un Guapo se Va... 

Eh Bakua Río... Río un Guapo Se va..." 

 

Então começou a sentir algo que vinha cruzando o céu, o mar, com força e poder, e aproximava dele e continuava cantado e estranhado a sua família e a sua Prenda, mas continuava a cantar:

 

" Río Bakua... Río un Guapo sen Va... 

Eh Bakua Río... Río un Guapo Sen va..." 

 

E então sentiu chegar a presença dos seus mortos, dos seus defuntos da sua Nganga, e já sabia que não estava sozinho, pois, a sua Prenda cruzou o mar e esta com ele e então continuo a cantar, mas com mais força:

 

" Eh Río Bakua!... Río un Guapo sen Va!... 

Eh Bakua Río!...Y Ta'mue' Yangue!.. 

Eh Bakua Rió!... Río un Guapo Sen va... 

Eh Bakua Río!...Y También Yangue!... e, e, e

Carajo Y Tambuen Yangue! " 

 

Assim que ele Congole tomou o machado e cortou a cabeça do maioral, pois, a primeira regra do Congo é a liberdade. Assim se levantou o Primeiro Cabildo dos Congos Reais em Cuba que, todavia estava em pé, mas não passou o mesmo com o lucumi que se manteve escravizado, pois, é uma religião mais submissa e há quem acredite que o Palo é parte da Santeria quando são duas religiões totalmente diferentes, mas com o arroz com manga que se formou paleros-santeros, santeros-paleros e demais e desafortunadamente, muitas pessoas novas e paleros não estão conscientes de isto ou não conhecem as diferentes Ramas e divisões que existem na nossa Regra Religiosa de Palo que se têm estendido por todo o mundo. Mas o mais importante é que todo o mundo esta feliz com a prática desta Regra.

EM RESUMO

Como resultado destes Cruzamentos e Misturas, poucas Casas de Palo hoje na sua existência que podem ensinar e dar o ensinamento completo. Assim que durante estes últimos 30 anos a Regra Kimbiza Sagrada Sarabanda começou de novo a fazer o seu ensinamento a todos os disponíveis a todos os interessados nesta Religião. O nosso Cabildo iniciou milhares de pessoas e a sua missão principal é ajudar a quem o necessite e ao estudo de esta religião com a finalidade de ajudar e estabelecer pela primeira vez, uma literatura que serve ao ensinamento da mesma, que aporte e que marque a diferença. É a meta do nosso sacerdócio unificar a família e ensinar a todos esses que queiram aprender. Para os que escutam e prestam atenção as suas mentes se abriram, e a sua viagem até a uma vida melhor começará.

O QUE É O PALO?

Palo Monte Mayombe Kimbisa, Palo, Palo Monte, Regras de Kongo ou Congo. O Que é o Palo? Palo Mayombe, usualmente referida ou chamada simplesmente como “Palo,” é uma das religiões africanas que emigrou e se expandiu. Como a Santeria e o Candomblé, mistura da religião Xamãnica africana com os elementos do espiritismo, da magia e do catolicismo. A sua origem está na religião África do Congo. Foi trazido pelos escravos.

Há uma diferença importante entre Palo e outras religiões “sincronizadas”. Mesmo que a Santeria, Candomblé, etc., se sincronizam com o Catolicismo para proteger os seus praticantes escravizados contra a perseguição, a Regra de Palo que é sincronizada Kimbisa, em África, quando o cristianismo foi introduzido pelos exploradores espanhóis. “Palo” simplesmente significa, “Árvores.” A religião de Palo se descende da crença africana antiga, no qual o mundo é habitado por espíritos, e o nome se refere as árvores sagradas nos quais os espíritos habitam. O número de crentes e praticantes é desconhecido. O Palo se pratica mundialmente, mas principal em Cuba, no Brasil, e nos Estados Unidos. Há várias casas principais do palo, cada um com as suas próprias ramas. As mais conhecidas são: Brillumba, Mayombe, e Kimbisa.

 

O CLERO:

Um sacerdote iniciado é chamado por Palero ou Palera se for mulher, especialistas ensinados na magia e na adivinhação. O Palero (a) também se chama “Tata” (Papa) o “Yaya” (Mama). 

OS REQUISITOS PARA SER MEMBROS:

Se proíbe a homossexualidade. A pessoa se converte em Nguey o filho (a) Nkisi, pela iniciação, mas antes de admitir, se faz uma consulta espiritual para se determinar se é aceite pelos espíritos. Então, ele ou ela experimenta, passar por uma cerimónia chamada nkimba “raspagem”, ensinamentos adicionais se requer para se converter num Tata ou Yaya e para possuir uma Nganga.

IGREJA/TEMPLO:

O templo consagrado de um Palero (a) se chama um Munanso, ou casa. Somente um Palero completo iniciado (a) e em possessão de uma Prenda pode abrir um Munanso. 

ESCRITURAS:

Nenhuma. A maioria das tradições de Palo são orais e passadas de professor ao iniciado. Hoje em dia muitos tatas decidiram escrever livros para passar o conhecimento para a posteridade, assim que cada mestre tem o seu próprio livro e estes são imprescindíveis.

ENSINAMENTOS E CRENÇAS BÁSICAS:

Se trabalha nas casas de Palo ao redor de uma hierarquia de espíritos, chamados Kimpungulo, Mpungos, Nkita, Nkisi. Espíritos elementares de uma natureza que habitam nas árvores, na água, etc. Os espíritos ancestrais poderosos que se relacionam com os Orishas da Santeria. Muita das práticas de Palo se centra ao redor de canalizar o poder de estes espíritos para os propósitos temporais e espirituais. Isto se consegue com sacrifícios e oferendas, e, na prática, da magia. A ferramenta central de adoração de Palo é A Prenda, ou Nganga. A Prenda é um caldeirão de ferro consagrado, que contem o Guia do iniciado. A Prenda se enche de uma variedade de coisas que facilitam a comunicação com os espíritos: ossos, terra para os espíritos dos mortos, árvores e as ervas sagradas, etc. Elementos que alguns assumiram que são elementos da “obscuridade” ou do mal, são de facto práticas xamânicas muito antigas.

Os espíritos de Palo se comunicam com a prática do espiritismo, ou a mediunidade e com a adivinhação. Estes métodos são aprendidos pelos iniciados.

HIERARQUIA ESPIRITUAL NO PALO:

Nsambi, a Divindade suprema, O Criador, o Deus que rege e governa sobre todos os seres de este universo. 

Nkitas, espíritos elementares das árvores, dos rios, do ar, etc. 

Mfumbe (Mortos) , fantasmas, espíritos dos mortos e antepassados. 

Eggun, espíritos ancestrais de grande poder. 

 Mpungos, forças, que são equivalentes aos Orishas da Santeria ou ao Loas do Vodou, e compartem muitos os nomes e características. Estes também se referem como “Nkisi.” 

ALGUNS MPUNGOS DE PALO E AS SUAS ASSOCIAÇÕES:

Lucero, mensageiro de Deus e o guarda dos caminhos. Como Legba de Vodoun e Eleggua da Santeria, ele é um enganador e tem um feitio infantil e impetuoso. Lucero se retrata como um miúdo como um diabo cómico, com os calções, e o seu emblema é um garabato. 

Centella, governa nos cemitérios, ventos, e no mercado. A associação a Oya da Santeria e a Maman Brigitte do Vodoou. 

Zarabanda, Nikisi do ferro, do sangue, da guerra, e da vingança divina. Ele é equivalente a Ogun da Santeria e do Vodoou. 

Sete Raios, tem domínio sobre o relâmpago e o fogo. Ele é a personificação da justiça, da paixão e da inspiração e se relaciona com Changó. 

Mãe Água, governa o oceano, maternidade, a criatividade. A relação com Yemaya/ Iemoja. 

Mama Chola, governa os rios, o amor, e a beleza. A relação com Erzulie e com Oshun. 

Tiembla Terra, criador da terra e da humanidade, rege o universo. O relacionam com Oludumare da Santeria. 

 

Observações requeridas, restrições: Há períodos de castidade e limpeza que se requerem em ocasiões. Se proíbe a homossexualidade.

 

Chave de conduta: O sistema ético de Palo é algo único. Se crê que haja duas forças no universo, e que os desequilíbrios nestas forças dão lugar as injustiças, a desgraça, etc. Os praticantes, usam os espíritos para ajustar estas forças naturais, as vezes para o amor ou o dinheiro, para a sabedoria ou curar, ou vingar-se dos inimigos e muitas outras coisas.

MITOS E FALSAS IDEIAS:

É uma associação comum que Palo é uma forma de magia negra, porque Palero pode eleger trabalhar com os Nfumbes, ou os espíritos “luz”, ou com Ndoki, espíritos “obscuros” ou fantasmas. As maldições não são tão comuns, na prática, do palo. A principal meta do Palo, sem estranheza, esta relacionada igual que todas a Fé e Religiões, de desenvolvimento e crescimento espiritual de luz e progresso. Palo não é magia negra, ainda que seja igual como qualquer tradição ou religião, há sempre os que exploram e capitalizam o medo natural das pessoas o desconhecido para cultivar poder, assustar os inimigos, ou conseguir uma reputação.

Outra falsa ideia e muito comum é que o Palo forma parte de Santeria e é a cara obscura da Santeria. Esta confusão pode ser devido a que os iniciados na Santeria também perseguem a raspagem em Palo, e a tendência de alguns santeros/a de consultar aos Paleros. Palo, sem problemas, é uma religião separada, e mesmo que seja similar de muitas maneiras a Santeria, é uma fé separada e como uma origem diferente.

 

Okanbi,

Com a bênção do meu Pai Aggayú e Yemanjá.

Para qualquer outra questão sobre este texto, pode-nos escrever para o nosso correio eletrónico e darei mais explicações ou retirarei dúvidas.

 

|
Escrito por Okanbi / Omo Aggayú
Categoria:
 

Este blog foi criado com o objetivo de clarificar o que é a Santeria Cubana ao público Português. Muito se fala de Santeria, mas poucos realmente sabem do que se trata. Neste website mostro as diversas linhagens que existem nesta religião, sem, no entanto, em entrar em todos os pormenores. Como sabe, muita desta religião foi passada de pai para filho, sempre de forma oral, e desta forma perdeu-se muita informação durante os últimos séculos. Sendo assim os textos que aqui coloco serão somente do ponto de vista, e da minha ilé de Ocha (casa de santo) que pertenço. Sabemos nós que alguns estudiosos e Oriatés desejam sempre mostrar que são eles os sabedores desta religião, mas lembro sempre que nenhum Oloricha, Santero, Oriaté ou Babalawo possui a sabedoria total, e sendo assim não devemos falar em verdades “absolutas”.

Aqui neste espaço vamos debater temas e falar abertamente sobre o que é a Santeria, as suas crenças, os seus Orichas e a sua forma de pensar. Passa por desmistificar tabus e crenças que o público, em geral, têm sobre a esta religião Yorubá. Desta forma vamos esclarecer aos estudiosos e crentes que a Santeria não passa de uma evolução espiritual real e assente em princípios históricos, e com bases religiosas muito fortes, sobre a caminhada do ser humano na terra. Trata-se de sensibilizar o público, em geral, o que se sabe sobre esta religião. Quando falamos da Santaria, cremos saber do que se trata, se acreditamos em DEUS, e de que forma fazemos esta adoração. Também conhecida como “Regra de Ocha” e foi atribuída uma imagem quase sempre negativa, por parte de certas pessoas. Talvez, por pertencer a outras religiões ou grupos religiosos ou seitas, se sentiram com a autoridade moral de fazer certos comentários, afirmações, criticas e ataques com a maior maldade, sem saber absolutamente nada desta bela religião.

Acredito eu que esses crentes porque se sentem defraudados, enganados ou confundidos pela sua religião e, porque chegaram a conclusão de que aquela a qual eles dedicarão toda a sua vida, está cheia de erros e enganos e maldade. Por isso se quer aprender mais sobre esta bela religião, então lê os textos colocados aqui neste blogue, e desfruta do conhecimento adquirido durante muitos séculos por este povo.
 
 
Desde já o meu obrigado,
Okanbi / Omo Algallú.
 

ÚLTIMO TEXTO PUBLICADO


CâNTICOS PARA EGGUN

Data: 05-06-2017 | Escrito por: Omo Okanbi

ORO EGGUN - Estes cânticos para os Egguns (mortos) devem ser de conhecimento geral de quem desejam conhecer e compreender os Orichas. Quando vamos trabalhar em Osha se deve trazer consigo, e ler pelo menos 9 cânticos para os egguns. SAIBA MAIS.